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Bancos empurram categoria para greve, diz presidente do Sindicato dos Bancários

Categoria reúne 500 mil trabalhadores no País. No Ceará, são mais de 10 mil bancários distribuídos em 500 agências

15:40 | 06/09/2016
"Os bancos empurram os bancários para greve, apesar do lucro bilionário", disse o presidente do Sindicato dos Bancários do Estado do Ceará, Carlos Eduardo Bezerra. Em entrevista à Rádio O POVO CBN (FM 95.5 AM 1010), ele lembra que os bancos faturaram R$ 70 bilhões no ano passado. Neste ano, os cinco maiores bancos já faturaram R$ 30 bilhões no Brasil.
 
[SAIBAMAIS]Os bancários rejeitaram a proposta de 6,5% de reajuste, proposta pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), braço sindical da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). A categoria pede reposição da inflação de 9,57% mais 5% de ganho real aos trabalhadores, além do aumento do piso para R$ 3.940,24 e vale alimentação no valor médio de R$ 880. Pela proposta da Fenaban, o piso salarial para a função de caixa, com o reajuste, passaria a R$ 2.842,96, por jornada de 6 horas/dia.

Conforme o Sindicato, a medida afeta os 500 mil bancários do País, distribuídos em mais de 20 mil agências. No Ceará, são mais de 10 mil bancários estão distribuídos em 500 agências. 
 
"A postura dos bancos de pagar pra ver é uma frustração muito grande, não só para a categoria, mas para a população", diz Carlos Eduardo. "A postura do setor, que é o que mais lucra na economia, de empurrar os bancários para as greves demonstra claramente que ainda falta muito para que os banqueiros de fato se importem com a população e a classe trabalhadora".
 
Redação O POVO Online
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