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Trajetória de taxa de câmbio efetiva real é vetor positivo para indústria, diz BC

11:30 | 28/06/2016
Estudo do Banco Central incluído em box no Relatório Trimestral de Inflação mostra que a trajetória da taxa média de câmbio efetiva real tem-se caracterizado como um "vetor" positivo para a evolução da produção da indústria de transformação. Esse cenário ocorre tanto pelo aumento da parcela de sua produção destinada às exportações quanto pela redução da penetração de importações, com efeitos na maior parte dos setores da indústria.

No box, o BC avalia que, embora o impacto do ajuste em curso na demanda doméstica sobre a trajetória da produção da indústria venha superando o exercido pelo novo patamar da taxa de câmbio, a evolução do Coeficiente de Exportação (CE) e do chamado índice de Penetração das Importações (PI) sugere perspectivas mais favoráveis para a atividade industrial no médio prazo.

O BC destacou no relatório que a taxa média de câmbio efetiva real aumentou 20,4% em 2015, maior depreciação anual desde 1999, quando a variação atingiu 32,9%. Segundo o BC, os ganhos de competitividade associados a esse movimento exercem, potencialmente, desdobramentos favoráveis sobre a produção da indústria.

Alimentos

Também em box do BC, o estudo do Banco Central mostra que a inflação de alimentos no primeiro trimestre de 2016 estaria em patamar menor caso a taxa de câmbio tivesse permanecido na média do primeiro trimestre de 2015. Esse cenário também vale se o fenômeno El Niño não tivesse ocorrido. Por outro lado, caso o hiato do Produto Interno Bruto (PIB), ao invés de negativo, fosse nulo a partir do segundo trimestre de 2015, a inflação de alimentos teria sido maior.

Segundo o BC, a evolução dos preços do subgrupo alimentação no domicílio registrou aceleração acentuada nos últimos trimestres, exercendo impacto relevante sobre o IPCA. Dentre os fatores que condicionaram esse movimento, foram a depreciação cambial e o evento climático El Niño, que impactaram, direta ou indiretamente em 2015 e nos primeiros meses de 2016, as condições de oferta da maioria dos produtos alimentícios consumidos pelas famílias.

O atual ciclo de aceleração dos preços de alimentos se iniciou no segundo trimestre de 2015, quando a taxa em doze meses passou de 6,64%, em abril, para 9,33%, em junho. Esse movimento foi influenciado, em grande parte, pela variação de preços dos itens frutas; açúcares e derivados; farinhas, féculas e massas; óleos e gorduras; cereais, leguminosas e oleaginosas; leites e derivados; e aves e ovos.

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