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Ministros de petróleo divergem sobre detalhes de acordo antes da reunião da Opep

09:20 | 02/06/2016
Alguns ministros de Petróleo dos países membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deram declarações antes do início da reunião do grupo nesta quinta-feira, em Viena, e destacaram pontos a serem discutidos sobre limitar a produção de petróleo dos países com o intuito de impulsionar os preços.

Segundo o ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, Suhail bin Mohammed al-Mazrouei, a introdução de limites na produção precisa ser uma decisão unânime pelos membros da Opep e não pode haver exceções para o Irã.

A Opep se reúne em Viena, mas os membros permanecem profundamente divididos sobre que tipos de limites devem estipulados na produção e que, se houver, deve ser acordado. O Irã, no entanto, já se mostrou diversas vezes ser contra este acordo, uma vez que segue aumentando sua produção depois de anos de sanções.

Al-Mazrouei disse ainda que espera que os preços subam na segunda metade do ano, já que a demanda por petróleo aumenta.

Entre os países que apoiam a ideia de um acordo está a Venezuela. Para o ministro do Petróleo venezuelano, Eulogio de Pino, um acordo daria aos membros mais flexibilidade do que limitar a produção. Segundo ele, uma produção entre 2,7 milhões de barris e 2,9 milhões de barris por dia seria bom para a Venezuela. Pino espera que o petróleo fique entre US$ 60 e US$ 70 o barril.

Para o ministro de Petróleo da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, o ideal seria não chocar o mercado neste momento e deixar ele se reequilibrar por si só. "O mercado está se reequilibrando, a demanda é extremamente saudável e robusta, a oferta de países não membros da Opep está em declínio e acreditamos que vamos continuar a ver um ritmo mais rápido", disse ele.

Já o ministro do Kuwait afirmou que apoia a atual estratégia da Opep, "que está funcionando muito bem". O ministro disse que o barril de petróleo entre US$ 50 e US$ 60 é um preço adequado.

Fonte: Dow Jones Newswires.

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