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Investimento chinês nos EUA deve ser recorde, mas preocupação política cresce

08:50 | 12/04/2016
O investimento direto da China na economia dos Estados Unidos deve atingir uma nova alta neste ano, em razão dos acordos anunciados no começo de 2016. Mas especialistas dizem que o ritmo já está desacelerando, à medida que políticos e reguladores aumentam o escrutínio de dados chineses.

Espera-se que as companhias chinesas invistam de US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões nos EUA em 2016, principalmente através de fusões e aquisições, na comparação com o recorde de US$ 15 bilhões no ano passado e US$ 11,9 bilhões em 2014, de acordo com um relatório divulgado hoje pelo Rhodium Group e pela Comitê Nacional sobre as Relações China-EUA, que promove a cooperação bilateral.

O investimento começa a atrair atenção, inclusive entre reguladores de Washington e políticos da campanha de 2016. Muitos eleitores expressam grande desconfiança na economia americana e seus laços econômicos, ao passo que as críticas de Donald Trump se movem em direção à China, ao México e ao Japão.

Apesar de sua escalada para o segundo lugar no ranking das maiores economias do planeta, a China investiu muito pouco nos EUA na comparação com Reino Unido, Japão e outras economias avançadas. Mas o montante anual está crescendo rapidamente e a China está focando menos em países emergentes ricos em commodities, uma vez que Pequim procura mudar o rumo da economia através da tecnologia, dos serviços e do aumento do gasto dos consumidores.

Muitas companhias americanas candidatas a serem compradas pelos chineses estão mais preocupadas, no entanto, sobre a habilidade de chinesas de conseguir sinal verde para acordos estrangeiros e obter financiamento, dizem analistas.

"Sem grandes novos acordos, o ritmo de aquisições e investimentos pode diminuir no restante do ano, resultando em uma estimativa 'conservadora' de US$ 20 bilhões a US$ 30 bilhões para 2016", disse Thilo Hanemann, economista da Rhodium Group.

Também pesa sobre os acordos o aumento da atenção de reguladores, incluindo o Comitê de Investimento Estrangeiro nos EUA, que avalia as aquisições de empresas americanas como questões de segurança nacional. Os legisladores de Washington têm pressionado as autoridades americanas a examinarem acordos de infraestrutura financeira, como a compra da Bolsa de Chicago, e da estratégica tecnologia de semicondutores. Fonte: Dow Jones Newswires.

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