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Brasileiros cortam gastos para ajustar finanças e enfrentar a crise, diz pesquisa

A inflação, os juros elevados e o desemprego obrigaram os brasileiros a mudanças de hábitos

15:11 | 12/04/2016
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Cerca de 86% da população do Brasil está mudando seus hábitos de consumo para se adequar a crise econômica do País, aponta pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Segundo os dados do estudo, os brasileiros passaram a pesquisar os preços antes de realizar qualquer compra (87%), a evitar consumir produtos, como calçados e roupas, que possam comprometer sua renda (80,5%). O levantamento aponta ainda que os brasileiros estão com dívidas acima da renda mensal (44,3%).

A pesquisa realizada em todas as capitais do País e em cidade do interior mostra que para ajustar as finanças e não ficar no vermelho, os brasileiros estão deixando de viajar (75,5%) e evitando de ir a bares e restaurantes (71,3%). Gastos com beleza (56,8%), serviços como Internet (30,7%) e celular e TV por assinatura (28,9%) também estão sendo renunciados pela população.

 %2b Crise reduziu consumo de nove entre dez brasileiros, mostra pesquisa 

Embora a crise esteja implicando na qualidade de consumo dos brasileiros, Marcela acredita que esse é um período propício para as pessoas adotarem hábitos mais saudáveis. “Essa é uma hora propícia para desenvolver hábitos mais saudáveis e evitar desperdícios e comprar desnecessárias”, afirma.

 [SAIBAMAIS2]

Segundo a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os motivos que incentivam as mudanças de hábitos e a cautela ao consumir nos brasileiros são: a inflação, os juros elevadores e o desemprego, que tornam o cenário econômico do País instável. 

O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizaro Junior, ressalta do fato das taxas de desemprego contribuirem para a queda de consumo no País. “O risco de perder o emprego e a baixa perspectiva de recolocação exerce forte influência sobre a confiança do consumidor, alimentando a queda do consumo’’, afirmou.

 

Redação O POVO Online 

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