Anbima vê tendência de cliente private fazer resgate para uso no próprio negócio
As estatísticas não capturam quanto está se colocando do patrimônio próprio no negócio. "Mas nas conversas podemos dizer que é uma tendência como nunca vimos e é algo não desprezível", citou.
Segundo ele, a crise certamente influenciou esse movimento, seja pela oferta de ativos baratos, quanto pela necessidade criada de recursos na esteira da baixa liquidez do mercado financeiro e bancário.
Wilkelmann afirmou também que ocorrem operações em que a pessoa física do private utiliza seus investimentos como garantia de crédito tomado junto à instituição financeira. Segundo ele, isso acontece especialmente quando a pessoa física não quer "misturar" recursos para a pessoa jurídica, especialmente naquelas em que existem outros sócios. "O empresário conclui que pode ser melhor aproveitar a oportunidade oferecida na aquisição de ativos reais, que estão muito desvalorizados, ao invés de manter um retorno de 14% na indústria", disse.
"No caso em que possa haver um endividamento bancário e exigência de garantia, o empresário efetua as contas e pode fazer mais sentido o resgate", acrescentou. Wilkelmann afirmou ainda que os bancos têm aconselhado clientes private nesse sentido, o que faz parte das atribuições do gestor, de acordo com ele.
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