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Expectativas para inflação e PIB para o fim de 2016 caem

Com a queda da inflação observada em fevereiro, o mercado passou a visualizar o IPCA para 2016 a 7,31%. Já a previsão para a retração do PIB, que tem ficado maior a cada semana, hoje está em 3,66%.

09:20 | 28/03/2016
Os analistas do mercado financeiro acreditam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá terminar o ano a 7,31%, menor do que o valor de 7,43% divulgado na semana anterior. A retração do Produto Interno Bruto (PIB) para 2016, no entanto, deverá ser maior do que o esperado, tendo aumentado de 3,60% para 3,66%.

As informações foram divulgadas nesta segunda-feira, 28, pelo Banco Central, através do relatório Focus, que consulta mais de 100 instituições financeiras.

A inflação não caiu somente da última semana para cá: há quatro semanas, o relatório Focus indicava um 2016 com 7,57% de inflação. Nesta semana, havia sido divulgado o índice da inflação de fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), igual a 0,9%. Esse número, que no mês anterior era de 1,27%, pode ter puxado a expectativa da inflação de 2016 para baixo.

Para 2017, o documento divulgado nesta manhã pelo Banco Central trouxe estabilidade das estimativas pela sétima semana consecutiva. No entanto, a expectativa ainda supera o limite estipulado pelo Conselho Monetário Nacinoal (CMN).

Para o curto prazo, os sinais foram contrários. Houve alta das expectativas para a taxa em março de 2016, que passou de 0,52% para 0,54% (quatro semanas antes estava em 0,55%); e baixa no caso de fevereiro, com a mediana das previsões variando de 0,63% para 0,62% de uma semana para a outra - quatro edições atrás da Focus a previsão estava em 0,66%.

PIB

As projeções para o PIB têm tido movimento de queda contínua nas últimas semanas no relatório Focus, e esta semana não é diferente. A mediana de 3,66% prevista na divulgação de hoje é maior do que a de um mês atrás, quando estava em 3,45%.

Para 2017, a previsão ainda é de alta da atividade, mas menor, já que passou de 0,44% para 0,35%. Quatro semanas antes, estava em 0,50%.

Já a produção industrial apresentou uma mediana das estimativas do mercado um pouco melhor para este ano, de queda de 4,40% ante recuo de 4,50% da semana anterior e de um mês atrás.

Redação O POVO Online com agências
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