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Ministros do petróleo da Arábia Saudita e da Venezuela se reúnem

14:10 | 07/02/2016
O ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, e seu homólogo da Venezuela, Eulogio del Pino, reuniram-se neste domingo em Riad, mas não anunciaram qualquer plano de cortes de produção da commodity, apesar da pressão do país sul-americano.

A viagem de del Pino à Arábia Saudita faz parte de um tour que ele vai fazer em nações produtoras da commodity energética, inclusive para aquelas que não fazem da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), como a Rússia.

Al-Naimi, no entanto, não cedeu a qualquer pressão e, de acordo com a agência estatal saudita, avaliou apenas o encontro como "bem-sucedido" e em "atmosfera positiva".

Por sua vez, Del Pino disse que o encontro foi produtivo e focado na cooperação mútua. "Países produtores de petróleo devem chegar a um consenso para estabilização dos preços do mercado de petróleo", escreveu o ministro venezuelano no Twitter.

Apesar do tom amistoso das declarações, ambos os ministros não chegaram a um consenso para redução da produção, uma saída vista pela Venezuela para reverter a baixa dos preços do barril. A Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, se opõe a essa ideia.

Os preços do barril do petróleo caíram mais de 70% desde o pico de US$ 114 em junho de 2014, chegando ao nível de US$ 27 em janeiro. Agora, os preços rondam o patamar de US$ 35.

A queda do petróleo tem devastado as economias fortemente dependentes da commodity, como a Venezuela, que deve ver o seu Produto Interno Bruto (PIB) cair 5% este ano e as receitas baixarem 70%.

O orçamento venezuelano para 2016 prevê o barril da commodity a US$ 40. Na sexta-feira, porém, o petróleo bruto do país foi vendido a US$ 25,27 o barril. Fonte: Dow Jones Newswires.

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