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Trigo: empresas divulgam nota após Cade abrir processo sobre suposto cartel

17:05 | 26/01/2016
As empresas Bunge e J. Macêdo, alvos de processo administrativo instaurado na segunda-feira, 25, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar possível prática de cartel na produção e distribuição de farinha de trigo no Norte e Nordeste, divulgaram ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, posicionamentos em relação ao caso. As duas empresas dizem que atuam dentro da lei e que prestarão os esclarecimentos necessários.

A Bunge informou, por meio de sua assessoria de imprensa, "que sempre conduziu e conduz suas atividades dentro do mais estrito respeito e observância à legislação vigente no País". A empresa declarou ainda, em nota, que não foi formalmente notificada pelo Cade e que "está à disposição das autoridades para fornecer informações e esclarecimentos pertinentes a este processo administrativo".

Já a J. Macêdo comunicou que "atua segundo padrão ético e de governança corporativa". A empresa informou respeitar "os limites estabelecidos pelas normas legais e de regulação concorrencial em todos os mercados nos quais suas marcas estão presentes. Acrescentou que prestará todos os esclarecimentos solicitados pelo Cade "no momento oportuno".

Procurado pela reportagem, um funcionário da área administrativa da Grande Moinho Cearense S/A disse que a empresa não conta com assessoria de imprensa e que seus diretores estão viajando e só retornarão à companhia na próxima semana.

As empresas Moinho Dias Branco S/A Ind. e Com. de Alimentos, Grande Moinho Cearense S/A, Moinho Cruzeiro do Sul S/A, Moinhos de Trigo Indígena S/A - Motrisa e Ocrim S/A Produtos Alimentícios, que também integram a lista de investigadas pelo Cade, foram procuradas pela reportagem mas ainda não retornaram.

No caso da distribuidora Estrelão Trigo & Pão Comércio Ltda., assim como da Cooperativa dos Panificadores do Rio Grande do Norte, Natal Trigo Comércio e Representações Ltda., Oestetrigo Distribuição e Representação de Alimentos Ltda., CG Representações de Produtos Alimentícios Ltda e da Associação dos Moinhos de Trigo do Norte e Nordeste do Brasil, não foi possível fazer contato por falta de dados sobre as entidades.

Além da lista de empresas, o Cade investiga também 53 pessoas físicas. De acordo com comunicado do órgão divulgado na segunda-feira, "há evidências de que os acusados tenham se organizado com o objetivo de limitar a concorrência por meio da fixação do preço de produção da farinha de trigo e também dos preços de revenda do produto pelas distribuidoras ao consumidor final (indústrias, panificadoras, etc.)". O Cade relatou, ainda, que foi verificada imposição de dificuldades ou punições para as distribuidoras que não seguiam os valores estipulados.

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