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Região Metropolitana de Fortaleza perdeu 35 mil postos de trabalho em 2015

Pesquisa anual do Dieese mostrou que, em 2015, a taxa média de desemprego subiu de 7,6% para 8,6%

13:57 | 27/01/2016
A Região Metropolitana de Fortaleza fechou 35 mil postos de trabalho em 2015. Os números representam uma retração de 2% na oferta de trabalho, de acordo com pesquisa divulgada hoje pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Esta é a primeira vez, desde que a pesquisa anual começou a ser feita, em 2010, em que houve variação negativa na oferta de trabalho. A taxa média de desemprego subiu de 7,6% para 8,6%. E ocorreu em todos os setores da economia.

Sendo a indústria a mais impactada, com 20 mil postos de trabalho a menos (57,1%). É o menor estoque de ocupados desde 2011 (288 mil).

O setor de serviços aparece em seguida com menos sete mil empregos; a construção civil com menos cinco mil postos; e comércio, com menos quatro mil postos.

O aumento na taxa média de desemprego decorreu da elevação da taxa de desemprego aberto (de 5,9% para 7%), que retornou ao patamar de 2009, e da relativa estabilidade da taxa de desemprego oculto (de 1,7% para 1,6%), no período.

“Este é um comportamento que já vinha se desenhando ao longo do ano por conta da deteriorização do cenário econômico, da taxa de inflação e de juros mais elevados, do endividamento das famílias e da redução da oferta de trabalho”, afirmou o coordenador de estudos e análise de mercado do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), Erle Mesquita.
O padrão de rendimento caiu, em média, 6,2% em relação a 2014, já descontando a inflação. O salário médio é de R$ 1.235, valor menor do que os R$ 1,317 registrado em 2014.

Em 2015, o total de desempregados na região metropolitana de Fortaleza foi estimado em 158 mil pessoas, o de ocupados em 1.684 milhões e a população economicamente ativa (PEA), em 1.842 milhões pessoas.  

Dezembro
A pesquisa de emprego e desemprego do Dieese mostrou que em dezembro a taxa de desemprego total subiu de 9,2%, em novembro, para os atuais 9,5%.Foi o terceiro mês consecutivo de queda e o maior valor para o mês de dezembro desde 2010.

O número total de desempregados foi estimado em 172 mil pessoas, três mil a mais que no mês anterior. Esse resultado ocorreu pelo decréscimo de 25 mil postos de trabalho e atenuado pela saída de 22 mil pessoas da força de trabalho da região.

Os trabalhadores também estão levando mais tempo para se reposicionar no mercado. O tempo médio de procura por trabalho aumentou de 31 para 33 semanas. Em dezembro de 2014, o tempo estimado era de apenas 24 semanas. “Este dado é muito preocupante porque significa que mesmo aqueles que têm acesso ao seguro desemprego estão passando tempo significativo descobertos do benefício”, afirmou Mesquita.

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), na Região Metropolitana de Fortaleza, é realizada por meio de uma amostra domiciliar na área urbana de treze municípios que compõem a região: Aquiraz, Caucaia, Chorozinho, Eusébio, Fortaleza, Guaiúba, Horizonte, Itaitinga, Maracanaú, Maranguape, Pacajus, Pacatuba e São Gonçalo do Amarante. As informações são coletadas mensalmente por entrevistas realizadas em, aproximadamente, 2.500 domicílios.
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