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Horas pagas pela indústria em outubro recua, segundo o IBGE

09:05 | 10/12/2014
O número de horas pagas pela indústria caiu 0,8% em outubro ante setembro, descontadas as influências sazonais, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se do sexto resultado negativo seguido nesta comparação. Com isso, o indicador acumula queda de 3,6% no ano e retração de 3,3% em 12 meses.

Em comparação a outubro de 2013, o indicador recuou 5,0%, a 17ª taxa negativa consecutiva neste tipo de confronto e a mais intensa desde outubro de 2009 (-5,3%). Nesta base, segundo o IBGE, as taxas foram negativas em todos os 14 locais pesquisados, com destaque para São Paulo, onde a queda foi de 5,9%.

Também tiveram retração no número de horas pagas a Região Nordeste (-5,4%), Minas Gerais (-5,1%), o Rio Grande do Sul (-5,3%), Paraná (-4,8%), e as regiões Norte e Centro-Oeste (-3,7%).

Ainda na comparação com igual mês de 2013, o IBGE revelou que o número de horas pagas pela indústria caiu em 15 dos 18 ramos pesquisados. As perdas mais intensas foram registradas nos segmentos de máquinas e equipamentos (-8,8%), alimentos e bebidas (-3,0%), meios de transporte (-7,9%), produtos de metal (-9,1%), calçados e couro (-10,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-8,5%), vestuário (-5,8%), outros produtos da indústria de transformação (-6,5%) e metalurgia básica (-6,8%).

Em sentido contrário, o número de horas pagas avançou nos setores de produtos químicos (0,9%), de minerais não-metálicos (0,2%) e de fumo (5,4%).

Folha de pagamento

O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria aumentou 1,1% em outubro ante setembro, já descontados os efeitos sazonais. No ano, porém, o índice registra queda de 0,3%. Já em 12 meses, houve recuo de 0,8%, o pior desempenho nesta base desde abril de 2010, quando o acumulado ficou negativo em 1,1%.

Em comparação a outubro de 2013, a folha de pagamento real da indústria diminuiu 2,3%, a quinta taxa negativa nessa comparação. Nesta base, foram registradas quedas em 12 dos 14 locais pesquisados. A principal influência negativa veio de São Paulo, onde o valor da folha de pagamento cedeu 2,2% em termos reais.

Também tiveram perdas intensas na folha de pagamento nesta comparação Rio Grande do Sul (-4,8%), Minas Gerais (-3,6%), Região Nordeste (-3,9%) e Paraná (-2,7%). Os únicos aumentos na folha foram registrados na Região Norte e Centro-Oeste (0,9%) e no Espírito Santo (1,4%).

Ainda em relação ao mesmo mês do ano passado, o valor da folha de pagamento real da indústria caiu em 15 dos 18 setores investigados. As retrações mais intensas foram observadas em meios de transporte (-5,5%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (-7,9%), produtos de metal (-6,9%), alimentos e bebidas (-1,3%), borracha e plástico (-3,7%), metalurgia básica (-3,4%) e calçados e couro (-6,6%).

Em termos setoriais, os únicos impactos positivos sobre a folha de pagamento em outubro contra igual mês de 2013 foram observados em produtos químicos (1,8%), papel e gráfica (2,3%) e minerais não-metálicos (1,6%).

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