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FGV: câmbio depreciado deve elevar efeito na inflação

13:00 | 01/12/2014
O câmbio depreciado deve continuar limitando um alívio da inflação nos próximos meses, na avaliação do coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da Fundação Getulio Vargas (FGV), Paulo Picchetti. Apesar de o impacto da alta do dólar não ser direto e imediato, a taxa acumulada dos preços comercializáveis em 12 meses até novembro acelerou o ritmo de alta. Em 12 meses até novembro deste ano, a variação acumulada é de 2,88%, ante 2,45% em igual período encerrado em novembro de 2013.

Segundo Picchetti, é difícil precisar de quanto será o impacto da depreciação recente sobre a inflação. "No mínimo, não será revertido e eventualmente elevará o efeito na inflação. Não sabemos o tamanho que pode ser, mas desse lado não deve ter alívio, não", comentou.

Além da pressão altista do câmbio sobre os preços, o economista ainda lembra dos efeitos dos administrados, que já estão aparecendo no IPC-S. "Tem vários itens com taxas elevadas, principalmente no caso de administrados", ressaltou. Em novembro, o IPC-S teve inflação de 0,65%, ante 0,49% em outubro.

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