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Ganhando o mínimo, fortalezense terá que trabalhar 84h21min para pagar cesta básica

O valor dos 12 produtos que compõem a cesta ficou em R$ 277,60 no mês de outubro

10:47 | 06/11/2014

Se ganhar um salário mínimo, correspondente a 220h trabalhadas, o fortalezense terá que trabalhar 84h21min para poder pagar a cesta básica, que registrou o valor de R$ 277,60 no mês de outubro. Para uma família padrão, com dois adultos e duas crianças, a cesta custa R$832,80.


A inflação registrada, em Fortaleza, pelo conjunto dos 12 produtos que compõem a cesta, foi de 0,08%. A alta foi influenciada pelo aumento do valor de 5 itens: banana (7,95%), pão (1,71%) e leite (0,70%). Já a variação semestral foi de 3,75% e a anual de 6,67%.


Apesar do resultado, a alimentação básica em outubro de 2014 (R$ 227,60) está mais barata do que em abril de 2014 (R$ 288,42), porém, mais cara que outubro do ano passado (R$ 260,25).


No semestre, a maior elevação de preços se deu no café (6,88%), pão (5,59%), arroz (4,17%) e carne (4,02%). E as maiores reduções foram na farinha (-25,49%), tomate (-24,94%), óleo (-15,77%) e feijão (-14,07%).


Na série de 12 meses, a maior elevação foi com tomate (51,23), carne (11,01%), pão (10,65%), café (8,48%) e arroz (7,27%). E as reduções maiores foram nos produtos farinha (-34,16%), feijão (-26,67%), óleo (-5,08%) e açúcar (-4,95%).


No ranking de valor da cesta básica, Fortaleza, no mês de outubro, foi a 5ª capital de menor preço. Neste mês, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.967,07, ou seja, 4,10 vezes o mínimo em vigor, de R$ 724,00. Em setembro, o mínimo necessário era de R$ 2.862,73, equivalente a 3,95 vezes o piso vigente. Em outubro de 2013, era menor e correspondia a R$ 2.729,24, ou 4,03 vezes o mínimo da época (R$ 678,00).


Arroz

Houve aumento do preço do arroz em 11 cidades, com variações entre 0,47% (Vitória) e 6,20% (Manaus). Estabilidade de preços foi registrada em Belém e João Pessoa e diminuição em Curitiba (-3,69%), Aracaju (-1,73%), Florianópolis (-1,54%), Fortaleza (-0,77%) e Rio de Janeiro (-0,31%).


Tomate
Em outubro, o preço do tomate aumentou em 10 cidades e diminuiu em oito. As altas ocorridas nas regiões do Sul, Sudeste e Centro-Oeste variaram entre 12,71% em Belo Horizonte e 37,50% em Florianópolis. As reduções no Norte e Nordeste oscilaram entre -16,67% (Recife) e -0,28% (Belém).

 

Em 12 meses, todas as capitais registraram aumento, exceto Campo Grande (-18,94%). As altas mais expressivas foram observadas em Florianópolis (64,81%), Fortaleza (51,23%), Brasília (37,89%) e Rio de Janeiro (30,77%). Estiagem prolongada e pragas na plantação do Sudeste reduziram a safra de inverno, elevando o valor do tomate. No Nordeste, a safra tem boa produtividade e segue abastecendo o mercado da região.


Óleo de soja
Pelo terceiro mês consecutivo, o preço do óleo de soja apresenta tendência de redução. Em outubro, diminuiu em 14 cidades, exceto em Goiânia (2,34%), Curitiba (1,31%), Aracaju (1,00%) e Porto Alegre (0,33%). As maiores retrações foram observadas no Rio de Janeiro (-5,62%), Recife (-4,06%), Fortaleza (-3,55%) e Vitória (-3,36%). A menor taxa negativa foi a de São Paulo (-1,13%).

 

Em 12 meses, o preço do produto aumentou em Aracaju (2,71%) e Natal (0,65%) e diminuiu em 16 localidades, com taxas variando entre -11,31% em Salvador e -0,38% em Goiânia. O preço da soja vem diminuindo em consequência da baixa demanda do grão no mercado internacional e das expectativas de safra recorde no Brasil em 2014/2015, o que pode ter reflexos no preço do óleo no varejo.


Leite

O preço do leite caiu em 12 cidades, com destaque para Florianópolis (-3,37%), Rio de Janeiro (-2,78%), Campo Grande (-2,53%), Vitória (-2,40%) e Curitiba (-2,31%). Houve estabilidade em Aracaju e aumento em Belém (3,24%), Goiânia (2,43%) Recife (1,95%), Manaus (1,32%) e Fortaleza (0,70%). Em 12 meses, o produto acumulou queda em nove cidades. Os decréscimos variaram entre -8,47%, em Porto Alegre e -0,39%, em Campo Grande.

 

As maiores altas foram registradas em Florianópolis (18,18%), Manaus (4,42%) e Vitória (3,83%). Em João Pessoa, o preço no leite não variou. O período de safra garantiu maior oferta e reduziu os preços do leite na maioria dos estados.

Redação O POVO Online

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