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Dólar subirá para R$ 2,50 em 2014

08:30 | 06/11/2014
Em ata divulgada nesta quinta-feira, 6, o Comitê de Política Monetária (Copom) informou que mudou sua premissa para o câmbio de R$ 2,25 para R$ 2,50 pelo cenário de referência. O valor considerado para o dólar está acima do valor negociado no dia em que o colegiado decidiu subir a Selic de 11% ao ano para 11,25%, quando o dólar fechou em R$ 2,4650. No mercado futuro, o dólar para novembro fechou no dia da reunião do Copom, na semana passada, em R$ 2,4635. Para a taxa básica de juros, o colegiado manteve a premissa considerada de 11,00% ao ano.

 

A depreciação do real deve ajudar as exportações brasileiras, na previsão do Banco Central, incluída na ata do Copom. Segundo o documento, as exportações também tendem ser beneficiadas pelo cenário de maior crescimento de importantes parceiros comerciais. Essa avaliação é uma novidade que foi acrescentada no cenário traçado pelo BC para a economia brasileira.

 

No documento, o BC mantém a avaliação de que a demanda agregada tende a se apresentar "relativamente" robusta no horizonte relevante para a política monetária. Por um lado, o consumo das famílias tende a registrar ritmo moderado de expansão, devido a efeitos de fatores de estímulo como o crescimento da renda e a expansão moderada do crédito. De outro, as condições financeiras relativamente favoráveis, a concessão de serviços públicos e a ampliação das áreas de exploração de petróleo tendem a favorecer a ampliação dos investimentos.

 

"Esses elementos e os desenvolvimentos no âmbito parafiscal e no mercado de ativos são partes importantes do contexto no qual decisões futuras de política monetária serão tomadas, com vistas a assegurar a convergência tempestiva da inflação para a trajetória de metas", diz o BC em trecho idêntico ao da ata divulgada em setembro.

 

Para o Copom, o fato de a inflação atualmente se encontrar em patamares elevados reflete, em parte, a ocorrência de dois importantes processos de ajustes de preços relativos na economia: realinhamento dos preços domésticos em relação aos internacionais e realinhamento dos preços administrados em relação aos livres.

 

Segundo o BC, esses ajustes de preços relativos têm impactos diretos sobre a inflação. Por isso, na ata os diretores da instituição reafirmam sua visão de que a política monetária "pode e deve conter os efeitos de segunda ordem" desses ajustes.

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