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Alimentos desaceleram alta dentro do IPCA-15, diz IBGE

08:40 | 19/11/2014
Os preços de alimentos desaceleraram na passagem de outubro para novembro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dentro do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) deste mês. O grupo Alimentação e Bebidas subiu 0,56%, após alta de 0,69% em outubro. Apesar de ter perdido força, o grupo continuou a responder pelo maior impacto do índice. Da alta de 0,38% no IPCA-15 de novembro, os alimentos contribuíram com 0,14 ponto porcentual.

O item carnes subiu 1,90% e liderou a lista de principais impactos individuais pelo terceiro mês consecutivo (0,05 ponto porcentual). Outros produtos também ficaram mais caros de um mês para o outro, como batata-inglesa (13,85%), tomate (12,12%) e frutas (2,80%). No sentido contrário, vários alimentos, segundo o IBGE, desaceleraram o ritmo de alta de preços, enquanto alguns ficaram mais baratos, como cebola (-12,49%), farinha de mandioca (-2,98%) e leite longa vida (-2,89%).

Gasolina

A gasolina ficou 0,68% mais cara em novembro. O resultado reflete parte do reajuste de 3% que passou a vigorar nas refinarias a partir de 7 de novembro, destacou o órgão. Com esse aumento, a gasolina respondeu sozinha por 0,03 ponto porcentual da alta de 0,38% observada no IPCA-15 deste mês. O conserto de automóvel, que ficou 1,68% mais caro, também adicionou 0,03 ponto porcentual à inflação medida pelo índice. Apesar disso, o grupo Transportes desacelerou de 0,25% no IPCA-15 de outubro para 0,20% em novembro. Segundo o IBGE, ficaram mais baratos a passagem aérea (-2,35%) e o ônibus interestadual (-0,50%).

Energia

As tarifas de energia elétrica subiram 1,17% no índice de novembro, adicionando, sozinho, 0,03 ponto porcentual na alta de 0,38% da inflação verificada neste mês. Reajustes em concessionárias do Rio de Janeiro e de São Paulo contribuíram para o aumento de preços. Na região metropolitana do Rio, a energia elétrica ficou 3,74% mais cara, diante do reajuste de 17,75% em uma das distribuidoras, em vigor desde 7 de novembro, informou o IBGE.

Já na região metropolitana de São Paulo, o aumento de 1,52% resultou do reajuste de 20,61% em uma das concessionárias a partir de 23 de outubro. Nas demais regiões, houve alteração nas alíquotas de impostos como PIS/Pasep/Cofins, destacou o instituto. O item aluguel também contribuiu para pressionar o índice, com alta de 0,62% e impacto de 0,03 ponto porcentual. Apesar disso, o grupo Habitação desacelerou de 0,80% no IPCA-15 de outubro para 0,56% em novembro.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados pelo instituto no período de 14 de outubro a 12 de novembro (referência) e comparados com aqueles vigentes de 13 de setembro a 13 de outubro (base).

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