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Avanço industrial não alivia preocupações sobre a China

06:30 | 23/10/2014
O PMI industrial da China medido pelo HSBC, um dos indicadores de atividade do país observado de perto pelo mercado, subiu para 50,4 em outubro, de acordo com leitura preliminar divulgada nesta quinta-feira. Mas o resultado ainda sinaliza que o enfraquecimento das demandas doméstica e externa continua pesando sobre a inflação e sobre o crescimento da China, disse o economista-chefe do HSBC para a Ásia Hongbin Qu.

Na terça-feira, a China divulgou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 7,3% entre julho e setembro, o ritmo de expansão mais lento desde 2009. Segundo Amy Lin, analista da Capital Securities, o resultado do PIB continua tendo efeito no mercado e ofuscou o avanço no índice dos gerentes de compras industrial.

Além de não surpreender o mercado, o avanço no indicador falhou em elevar o sentimento dos investidores."A leitura preliminar do PMI feita pelo HSBC não quer dizer muita coisa", disse o economista-chefe da Reorient, Steve Wang. "Os números positivos foram abatidos pela menor expansão da produção em 5 meses e algum recuo nos pedidos de exportação", afirmou.

As preocupações sobre o crescimento da China têm aumentado desde o início do ano, diante das quedas acentuadas nos preços dos imóveis e das preocupações com os riscos de um mercado de crédito fora do controle. O setor de exportação, que tem sido crucial para o crescimento da economia chinesa, também sofreu a pressão da desaceleração nas economias globais.

"Embora a leitura do PMI sugira que a demanda por exportação continua dando apoio ao setor industrial, o enfraquecimento da demanda doméstica continua pesando negativamente. Ainda assim, acredito que os dados fortes sobre o mercado de trabalho e renda, em conjunto com as preocupações sobre o aumento dos riscos de crédito, significam que os formuladores de política vão evitar a adoção de estímulos mais significativos à economia", avaliou o economista da Capital Economics, Julian Evans-Pritchard.

Para o economista da CIMB, Fan Zhang, o resultado deve fazer com que o governo continue estimulando a economia por meio de investimentos em infraestrutura e crédito mais barato. "O governo já começou a fazer isso, iniciando projetos de ferrovias e aeroportos. O pacote completo pode ser equivalente ao das medidas de estímulo adotadas no segundo trimestre e pode conseguir recompensar a economia no curto prazo", disse. Como resultado, Zhang estima que a economia se recupere ligeiramente no trimestre final do ano, colocando o crescimento acumulado em 2014 próximo ao objetivo do governo, de 7,5%. (com informações da Dow Jones Newswires)

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