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ABCR: PR lidera recuo do fluxo de veículos em setembro

11:30 | 10/10/2014
O Paraná foi o Estado onde o fluxo de veículos mais recuou na passagem de agosto para setembro. Segundo a Associação Brasileira de Concessionárias de Veículos (ABCR), as passagens de veículos pelas praças de pedágio nas estradas paranaenses caiu 1,8% no mês passado comparativamente a agosto, já considerando o processo de dessazonalização dos números. No mesmo período, a circulação de veículos leves teve queda de 2,6% e a dos pesados recuou 1,4%.

Quando comparado setembro de 2014 com setembro de 2013, o índice geral cresceu 1,1%. O movimento dos leves subiu 4,5% e o de pesados diminuiu 4,3%, no mesmo período. Nos últimos doze meses, o indicador da ABCR cresceu 3,9%. O fluxo dos leves subiu 5,2% e o de pesados cresceu 1,6%, no período.

No acumulado do ano, de janeiro a setembro, o fluxo total de veículos nas estradas do Paraná evoluiu 3,5%. Considerando essa mesma base de comparação, o fluxo de leves cresceu 5,2% e o de pesados aumentou 0,7%.

São Paulo

Em São Paulo, as rodovias administradas pela iniciativa privada registraram no fluxo total de veículos queda de 1,4% em setembro comparado a agosto, considerando os ajustes sazonais. Os leves caíram 2%, e os pesados subiram 0,7%, neste período.

Quando comparado setembro de 2014 com setembro de 2013, o índice geral aumentou 0,1%, o movimento de leves cresceu 1,8% e dos pesados caiu 5,0%. Nos últimos doze meses, o indicador da ABCR cresceu 2,7% no total. O fluxo de leves evoluiu 5,1% e o de pesados regrediu 3,1% no mesmo período.

No acumulado do ano, de janeiro a setembro, o fluxo total em São Paulo subiu 2,1%. Considerando essa mesma base de comparação, o fluxo de leves cresceu 4,7% e o de pesados caiu 4,3%.

Rio de Janeiro

Já no Rio de Janeiro, o fluxo total de veículos nas estradas concedidas registrou alta de 0,3%, em setembro, comparado a agosto de 2014, considerando os ajustes sazonais. Nesta mesma base de comparação, o movimento de veículos leves caiu 0,2% e o de pesados subiu 2,0%.

Na comparação de setembro de 2014 com setembro de 2013, o índice geral cresceu 0,3%. O movimento dos leves teve alta de 0,6% e o de pesados caiu 1,0%, no mesmo período. Nos últimos doze meses, o indicador da ABCR no estado apresentou crescimento no total de 2%. O fluxo de leves aumentou 2,5% e o de pesados subiu 0,1%.

No acumulado de janeiro a setembro o fluxo total no Rio aumentou 1,6%. Considerando essa mesma base de comparação, o fluxo de leves cresceu 2,1% e o de pesados caiu 0,7%.

Cenário econômico

A compilação dos dados relativos ao fluxo de veículos pelas estradas pedagiadas em setembro reflete o momento econômico pelo qual está passando o Brasil, avaliou o economista Rafael Bacciotti, da Tendências Consultoria Integrada, responsável pelo cálculo do Índice para a Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

O fluxo total de veículos em setembro caiu 1,5%, refletindo a desaceleração nos principais indicadores de renda, emprego, produção e confiança dos consumidores e empresários, segundo o economista. "O corte nas projeções de crescimento que o Fundo Monetário Internacional divulgou nesta semana, por exemplo, reflete bem nossa situação e essa desaceleração é sentida no indicador da ABCR também, especialmente quando olhamos a curva dos dados de veículos pesados a partir do meio do ano passado", completa Bacciotti ao se referir ao pequeno crescimento de 0,6% do fluxo dos pesados em setembro.

"No caso de veículos pesados, é muito importante considerar o seguinte: mesmo levando-se em conta os critérios de dessazonalização, o comportamento dos dados de veículos pesados foi atípico nos meses anteriores, devido ao período da Copa do Mundo, o que fez com que a base de comparação anterior estivesse menor. Como a demanda continua fraca, esse crescimento de 0,6% neste mês precisa ser olhado com cautela e analisado no todo porque parece ser algo pontual e não uma tendência", explica o economista.

"No caso dos veículos leves, a queda de 2,2% está diretamente ligada aos dados do mercado de trabalho, que apontam queda nos indicadores de emprego e desaceleração do crescimento da renda devido à inflação", afirmou Bacciotti.

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