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Setembro começa com fluxo negativo de US$ 1,9 bilhão

20:40 | 10/09/2014
Piorou a situação das trocas de dólar do Brasil com o exterior nos primeiros dias de setembro. Depois de registrar a semana com a maior saída de recursos do País ao final de agosto, o mês de setembro também começou negativo, segundo dados do Banco Central divulgados nesta quarta-feira, 10. Apenas entre os dias 1º e 5 deste mês, US$ 1,9 bilhão saíram do País.

Com isso, o resultado acumulado do ano, que tinha invertido a tendência uma semana atrás ao ficar no vermelho, se solidifica nessa posição com a saída de recurso superando a entrada em US$ 2,6 bilhões.

A maior porta de saída dos recursos foi da área financeira, que somou R$ 1,5 bilhão nos primeiros cinco dias do mês. Nesta conta, estão os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outros. O Banco Central lembra que é comum, na segunda metade do ano, haver um aumento do envio de lucro de empresas multinacionais instaladas no Brasil para suas sedes lá fora.

A circulação de recursos na primeira semana de setembro foi elevada, já que ingressaram US$ 8,3 bilhões e saíram US$ 9,7 bilhões.

Comércio

As transações comerciais também ficaram no vermelho no começo do mês com as importações superando as exportações, mas em menor intensidade: US$ 416 milhões. As compras brasileiras somaram US$ 4,2 bilhões no período, enquanto as vendas totalizaram US$ 3,8 bilhões.

A semana anterior, a última de agosto, foi marcada pela inversão de tendência do fluxo anual, que passou a fronteira para o terreno negativo ao chegar aos US$ 700 milhões. Com esse resultado do início de setembro, o fluxo cambial acumulado no ano acentuou o volume no vermelho.

O montante de janeiro até o dia 5 de setembro foi formado por saídas de US$ 4,6 bilhões no segmento financeiro e entradas de US$ 2 bilhões na área comercial. No mesmo período de 2013, o fluxo ainda estava positivo em US$ 97 milhões, com saída de US$ 12,7 bilhões no segmento financeiro e de entrada de US$ 12,8 bilhões no comercial.

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