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Confiança do setor de construção recua 12,3%, diz a FGV

08:40 | 25/09/2014
O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 12,3% no trimestre terminado em setembro ante igual período do ano passado, divulgou a instituição nesta quinta-feira, 25. O resultado é o pior da série nesta base comparativa. Nos meses anteriores, as variações haviam sido negativas em 9,9%, em agosto, e em 10,3%, em julho.

De acordo com a FGV, na análise trimestral, a evolução desfavorável do ICST se deve à deterioração da percepção sobre a situação atual dos negócios no setor, pois o Índice de Situação Atual (ISA) passou de -5,5% em agosto para -9,7% em setembro. Já o Índice de Expectativas (IE) variou -14,5% em setembro, abaixo dos -13,5% em agosto, na mesma base de comparação.

Considerando a relação interanual mensal, a piora do ICST foi ainda mais significativa. A variação do ICST foi de -16,1% em setembro de 2014, ante -8,4% em agosto e -12,4% em julho. Nesta base comparativa, tanto o ISA quanto o IE também apresentaram piora: a variação do primeiro foi de -4,3% em agosto para -15,1% em setembro e a do segundo passou de -11,7% para -16,8%, no mesmo período.

Dos 11 segmentos pesquisados, sete registraram evolução desfavorável da confiança, considerando as leituras interanuais trimestrais entre agosto e setembro. Os destaques negativos foram os segmentos de Obras Viárias (de -8,9% para -13,2%); Obras de Arte Especiais (de -11,5% para -14,9%); e Obras de Montagem (de 9,4% para 6,1%).

A FGV também explicou que a piora relativa do ISA em setembro foi influenciada pelo quesito que mede a evolução recente da atividade, que foi de -6,0%, em agosto, para -11,3%, em setembro, na variação internanual trimestral. Já o quesito que mede o grau de otimismo com a demanda para os próximos três meses foi o que exerceu maior influência negativa sobre o IE. A variação interanual trimestral deste quesito passou de -14,4% em agosto para -14,9%, em setembro.

Ana Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV/IBRE, destaca outro ponto negativo aferido no índice. "Pela primeira vez tem-se mais empresas assinalando redução de trabalhadores do que aumento, o que deve repercutir no mercado de trabalho nos próximos meses", comentou, em nota.

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