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CBIC: Minha Casa 3 garante investimentos e empregos

20:50 | 17/09/2014
O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, afirmou nesta quarta-feira, 17, que o anúncio da ampliação do programa Minha Casa Minha Vida, em mais 350 mil unidades a partir de janeiro de 2015, garantirá a continuidade dos investimentos e a manutenção dos empregos. O anúncio foi feito hoje pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, após reunião de mais de duas horas com o setor.

Martins explicou que os parâmetros para execução do programa serão definidos por meio de um grupo de trabalho entre governo e representantes do setor da construção civil. Além da ampliação do programa, o setor pediu a criação de uma faixa intermediária, para famílias com renda mensal entre R$ 1,3 mil e R$ 2,25 mil, que seria contemplada com mais subsídios. Martins disse que essa solicitação será discutida no grupo, porque tem impacto fiscal.

O presidente da CBIC informou ainda que as reuniões devem ocorrer a partir da próxima semana, para que as regras legais sejam fixadas até o fim do ano. "Nossa preocupação era como seria o primeiro semestre de 2015. Agora, teremos a continuidade do programa com as mesmas regras atuais e não teremos uma situação de descontinuidade. Posso comprar terreno sabendo que os projetos serão os mesmos", disse.

A contrapartida do setor é a geração de empregos. "O que iria acontecer se não houvesse a ampliação do programa? Teria que demitir minha equipe. Não posso esperar 10 meses para definir a transição", afirmou. "Hoje, devemos ter quase 500 mil empregos diretos no Minha Casa Minha Vida. No mínimo, estou mantendo um contingente de 500 mil", disse.

As contratações para as 350 mil novas unidades poderão ocorrer a partir de janeiro de 2015. O setor ainda tem 200 mil unidades para atingir a meta de 2,750 milhões da segunda fase do programa. Martins disse que não foi feita a conta do tamanho dos investimentos que serão realizados com a ampliação. Segundo ele, essas 350 mil novas unidades devem fazer parte de um universo de 3 milhões de moradias para a terceira fase do programa, caso a presidente Dilma Rousseff seja reeleita.

O presidente da CBIC informou que também foi solicitado ao governo que se discuta um novo modelo de concessões que permita a participação de médias empresas. "Queremos um formato em que mais gente possa participar das licitações", disse.

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