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Economista do Ibmec-MG defende discussão fiscal em 2015

12:20 | 29/08/2014
Os resultados ruins das contas públicas divulgados nesta sexta-feira, 29, pelo Tesouro e Banco Central demonstram que, em 2015, haverá a real necessidade de uma grande discussão fiscal. A opinião é do professor de Economia do Ibmec-MG, Reginaldo Nogueira.

"Está muito claro que o Brasil não conseguirá cortar impostos e as desonerações que foram feitas deverão ser revistas. E como resolver isso em 2015? Com mais cortes de gastos (o que não foi feito até agora) ou aumento de impostos? Aí está a necessidade de haver uma grande discussão fiscal em 2015", disse. Para ele, se o mercado tinha dúvidas se a meta de superávit primário fosse ou não cumprida, os números divulgados hoje ajudam na certeza de que não.

Além disso, não atingir a meta, conforme o especialista, tem efeito negativo sobre a dívida líquida do setor público. "Podemos ver problemas de custos de financiamento do governo e uma pressão maior na conta de juros", falou.

O professor também comentou que os resultados fiscais apresentados hoje sofrem influência direta do resultado "horroroso" do Produto Interno Bruto (PIB), também divulgado nesta sexta-feira. "Nossa economia está em processo de recessão, o que gera um efeito negativo grande na arrecadação do governo. Isso só piora a confiança do mercado e do setor privado na economia, inibindo investimentos", ressaltou.

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