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Diretora do FMI é investigada por fraude na França

A acusação é sobre negligência em um caso de fraude política ocorrida em 2008. Advogado da diretora do fundo disse que ela não tem planos de renunciar ao cargo

12:41 | 27/08/2014
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, passa por investigação formal por negligência em um caso de fraude política datado de 2008, quando ela era ministra das Finanças. A informação foi publicada nesta quarta-feira, 27, pela agência de notícias Reuters, a partir de afirmação de Yves Repiquet, advogado de Lagarde.

O inquérito se relaciona a alegações de que o magnata Bernard Tapie, defensor do ex-presidente Nicolas Sarkozy, recebeu inapropriadamente 403 milhões de euros em uma arbitragem para resolver uma disputa com o extinto banco estatal Crédit Lyonnais.

Repiquet afirmou que Lagarde, que nesta semana foi interrogada por magistrados em Paris pela quarta vez, declarou que a medida é infundada.

"Estamos entrando com um recurso contra isso", disse o advogado, acrescentando que Lagarde, que deveria retornar à sede do FMI em Washington ainda nesta quarta-feira, não tem planos de renunciar ao cargo.

De acordo com as leis francesas, magistrados colocam alguém sob investigação formal quando acreditam que há indícios de irregularidades, mas isso nem sempre leva a um julgamento.

O inquérito já envolveu diversos membros do gabinete de Sarkozy e o presidente-executivo da France Telecom, Stéphane Richard, que foi assessor de Lagarde quando ela era ministra das Finanças de Sarkozy.

Nas rodadas anteriores de interrogatórios, Lagarde acusou Richard de ter usado sua assinatura pré-impressa para assinar um documento que facilitava o pagamento a Bernard Tapie, de acordo com a mídia local. No entanto, Richard disse que Lagarde estava totalmente a par do assunto.

Investigadores estão tentando determinar se as conexões políticas de Tapie tiveram papel na decisão do governo de recorrer à arbitragem que deu a ele um grande pagamento.

O crime de negligência por uma pessoa com responsabilidade pública na França traz uma pena máxima de um ano de prisão e multa de 15 mil euros.
Redação O POVO Online

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