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Itamaraty:acordo com Aliança do Pacífico é para este ano

18:20 | 24/07/2014
O subsecretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores (MRE), embaixador Antonio José Ferreira Simões, disse nesta quinta-feira, 24, que a proposta do Brasil de antecipar para o fim deste ano o cronograma do acordo de livre comércio com Chile, Peru e Colômbia, da Aliança do Pacífico, deverá beneficiar produtos industriais e agrícolas. Conforme informou hoje o jornal "O Estado de S. Paulo", o Brasil pretende zerar as tarifas entre Mercosul e os vizinhos andinos já em dezembro deste ano, e não esperar até 2019, como estava previsto inicialmente.

"Essa proposta já foi ventilada, discutida anteriormente, e será discutida nessa reunião (na cúpula do Mercosul, na próxima semana, em Caracas). Como se sabe, esses três países (Chile, Peru e Colômbia) já manifestaram um desejo de trabalhar no sentido da liberalização do comércio, levantamos essa ideia, é claro que tem de ver como fica essa ideia para os outros países da Mercosul", disse o embaixador.

"Quem trata de comércio está sempre buscando oportunidades, mercados, e aí temos um mercado. Se temos uma oportunidade de avançar nisso, também podemos avançar nisso. Quanto mais, melhor", afirmou. Segundo Simões, de 2002 a 2013, o comércio do Brasil com a Colômbia aumentou 300%, saltou 389% com o Peru e subiu 200% com o Chile.

Questionado pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência EStado, sobre a possibilidade de estender a proposta para o México, o embaixador respondeu que a ideia é trabalhar primeiramente com os países da América do Sul "onde já há algo concreto", que são os acordos da Associação Latino-Americana de Comércio (Aladi).

Europeus

Sobre o aguardado acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, o embaixador afirmou que foi feito um esforço nesse semestre da parte do Mercosul. "Eu entendo que durante a visita do (presidente da Comissão Europeia) Durão Barroso (na semana passada), ficou claro que seria importante que a União Europeia pudesse fazer um esforço e creio que esses pontos serão objeto de discussão na reunião (do Mercosul)", comentou Simões.

Na última sexta-feira, dia 18, Barroso foi recebido por Dilma no Palácio da Alvorada e ouviu da presidente que era necessário apenas marcar uma data para a troca de ofertas entre Mercosul e União Europeia.

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