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Índia coloca em dúvida acordo de livre comércio da OMC

10:30 | 19/07/2014
A India pode arruinar um acordo de livre-comércio firmado no ano passado em Bali, na Indonésia, apesar do lobby generalizado de outros países a favor do plano em uma reunião das 20 maiores economias do mundo, o G-20, em Sydney, neste sábado.

Segundo uma autoridade sênior envolvida nas negociações, não há garantia de que a Índia apoiará o chamado pacto de facilitação comercial, mesmo depois da uma ampla aceitação de outros países membros nesta semana. Não há "plena confiança" na Índia em relação ao assunto. O prazo para adoção ao acordo se esgota em 31 de julho.

Membros da Organização Mundial de Comércio (OMC) estão tentando ratificar o pacto firmado em dezembro, que padronizará e racionalizará procedimentos alfandegários em todo o mundo. Líderes indianos anteriormente disseram que podiam não apoiar os planos, se não fosse concedido ao país mais liberdade para estocar alimentos.

Para entrarem em vigor, as novas regras devem ser aprovadas por todos os 160 países que compõem a OMC. A iniciativa precisa ser ratificada até o fim deste mês e, posteriormente, as nações teriam até meados de 2015 para implementar as normas.

Uma outra autoridade sênior que participou das reuniões e também pediu para não ser identificada citou uma "falta de ambição" da Índia para tratar de suas preocupações em meio a relatos de que sua delegação teria se ausentado dos principais encontros.

"A prioridade dos próximos nove dias é buscar uma solução satisfatória para as preocupações de alguns países com o ritmo das reformas", disse Andrew Robb, ministro de Comércio da Austrália. "Não é uma questão de renegociar. Todo mundo, incluindo a Índia, se comprometeu publicamente com o pacote", disse Robb.

O representante de Comércio dos Estados Unidos, Michael Froman, afirmou que o país está focado na implementação de todo o acordo. "Revitalizar o sistema multilateral é algo muito importante para se colocar em risco com qualquer retrocesso nos compromissos", acrescentou Froman. Fonte: Dow Jones Newswires.

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