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Sindicatos negociam acerca de campanha salarial

Na próxima sexta-feira, 16, haverá a 7ª rodada de negociações. Operários não cogitam entrar em greve

12:16 | 12/05/2014
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil da Região Metropolitana de Fortaleza (STICCRMF) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) continuam em negociação acerca da campanha salarial da categoria dos operários, que reivindica 15% de reajuste salarial, além de auxílio alimentação de R$ 150, redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais, plano de saúde, auxílio creche e o cota mínima de 5% de mulheres trabalhando nos canteiros de obra, entre outros benefícios.

Na última sexta-feira, 9, os sindicatos se reuniram em mais uma rodada de negociações. O Sinduscon apresentou contraproposta ao pleito de reajuste, oferecendo 6% em relação ao salário, alegando que o pedido da categoria é superior em cerca de 300% o valor do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período, que nos últimos 12 meses foi de 5,39%.

O STICCRMF rejeitou a proposta, mas não cogita entrar em greve. “Acreditamos que na próxima reunião haja algum avanço”, afirmou Francisco Gonçalves da Silva, secretário de saúde e segurança do trabalho do sindicato, em relação à 7ª rodada de negociações, que acontecerá na próxima sexta-feira. Também está marcada uma assembleia na sede do STICCRMF para o dia 22, a fim de que a situação seja "melhor analisada".

A entrega da pauta da campanha salarial ocorreu em fevereiro deste ano, e, desde março, os dois sindicatos se reúnem semanalmente para negociar. Os operários fazem mobilizações e paralizações parciais no início do expediente três vezes por semana. Nesta terça-feira, 13, haverá mais uma manifestação, em local ainda não definido.

Cerca de 30 mil trabalhadores estão envolvidos diretamente com o movimento, e 70 mil serão beneficiados com as negociações.
Redação O POVO Online

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