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Equador rejeita referendo sobre perfuração de petróleo

03:30 | 07/05/2014
O conselho eleitoral do Equador rejeitou estabelecer um referendo para que a população decida sobre a perfuração de petróleo em uma área de reserva natural da Amazônia.

O conselho anunciou que a petição não obteve o número suficiente de assinaturas, enquanto os organizadores do movimento a favor do referendo dizem ter sido fraudados. O conselho aprovou 359.781 das 850 mil assinaturas coletadas. Para forçar um referendo, são necessárias 583.323 assinaturas.

Em coletiva de imprensa, Domingo Paredes, presidente do conselho eleitoral, disse que muitos não seguiram as instruções e que houve casos de assinaturas falsas ou duplicadas. O porta-voz dos organizadores da petição, Patricio Chávez, exigiu que o conselho eleitoral publique as assinaturas anuladas.

Ainda não está claro quando irá começar a perfuração na reserva de Yasuni, que possui um volume estimado de 843 milhões de barris de petróleo, avaliados em US$ 18 bilhões. O Equador é um país associado à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), e o governo de Rafael Correa depende amplamente das receitas da commodity para financiar gastos sociais.

Por seis anos, Correa fez campanha para que países ricos pagassem ao Equador para não perfurar na reserva, mas a iniciativa falhou. "Nós não temos outra opção. Precisamos do dinheiro para superar a pobreza", disse Correa, no ano passado.

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