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Rufino considera preços-teto de energia atrativos

17:50 | 15/04/2014
O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse que considera atrativos os preços-teto definidos pelo governo para o leilão para entrega de energia imediata às distribuidoras. "O leilão alia aspectos importantes, como prazo e preço-teto. Se fosse para vender por um ano, talvez não fosse atrativo", afirmou. "A nossa expectativa é que, aliando prazo e preço-teto, haja atratividade suficiente para contratar, se não toda, a maior parte da energia necessária", afirmou. Questionado se o valor não poderia ser considerado baixo, Rufino respondeu: "Baixo para o mercado vendedor, sim, mas para o comprador, não."

Para a energia gerada por hidrelétricas (contratos por quantidade), o preço-teto será de R$ 271 por megawatt-hora (MWh). Já a energia gerada por térmicas (contratos por disponibilidade), o preço-teto será de R$ 262 por MWh. O prazo de entrega começa em 1º de maio e termina em 31 de dezembro de 2019.

O diretor-geral da Aneel evitou estimar a economia que as distribuidoras poderão ter se conseguirem comprar toda a energia necessária no leilão. Se isso ocorrer, elas não terão que recorrer ao mercado de curto prazo, onde o preço da energia está em R$ 822 por MWh. "Qualquer coisa que vier a ser contratada é economia para o consumidor. Daí o nosso esforço em realizar o leilão A-0."

Reajustes

Rufino evitou também fazer uma projeção sobre os reajustes nas tarifas das distribuidoras em 2015. Nos reajustes deste ano, os aumentos autorizados são da ordem de dois dígitos. "A Aneel não faz projeção de reajuste de dois dígitos em 2015." Segundo ele, os financiamentos que a CCEE vai intermediar para as distribuidoras junto aos bancos terão impacto nas tarifas no ano que vem, mas parte disso será rebatido pela devolução das concessões de Cesp, Cemig e Copel à União. Com isso, a energia gerada por essas usinas cairá de um patamar médio de R$ 120 por MWh para cerca de R$ 30 por MWh. "Isso pode atenuar até reverter a tendência de aumento tarifário em 2015."

Sobre o leilão da usina de Três Irmãos, Rufino disse que é possível mudar a composição dos sócios do consórcio que arrematou o empreendimento. Entretanto, o consórcio original terá que assinar o contrato antes que isso ocorra. A assinatura deve ocorrer apenas em agosto. "Isso é corriqueiro na Aneel." Rufino disse não ter conhecimento sobre a concordância de Furnas em assumir a operação das eclusas e o canal Pereira Barreto. A empresa se aliou ao Fundo Constantinopla para adquirir apenas a usina, sem essas estruturas de transporte.

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