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Pesquisa revela que 61,7% dos consumidores de Fortaleza têm dívida

O resultado apresentou uma queda em comparação ao último estudo da Fecomércio, mas ainda preocupa a federação

10:42 | 15/04/2014

A pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza aponta que 61,7% dos consumidores da Capital possuem algum tipo de dívida. Segundo o estudo, “o resultado revela uma queda de 4,5 pontos percentuais no índice geral de endividamento, mas a estabilidade no percentual de consumidores com contas em atraso e o aumento da taxa de comprometimento da renda familiar com o pagamento de dívidas, que indicam a qualidade do crédito, preocupam”.

De acordo com os dados divulgado nesta terça-feira, 15, pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio-CE), o índice de consumidores com contas ou dívidas em atraso apresentou recuo de 0,3 pontos percentuais, passando de 17,6% em março para 17,3% em abril. O tempo médio de atraso caiu de 61 para 56 dias.  

A principal justificativa para que os consumidores atrasem suas contas, segundo a pesquisa, é o desequilíbrio financeiro - a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 71,4% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 20,7%, seguindo pela perda de prazo por esquecimento (8,7%).

O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.097, com prazo médio de sete meses. Preço este que compromete 29% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento. Para a Fecomércio, o percentual é “considerado elevado, levando-se em conta a renda média e o perfil de consumo, ainda dominado por itens de primeira necessidade”.

Inadimplência


A falta de planejamento orçamentário está sempre entre os principais motivos para o atraso ou inadimplência, revela a pesquisa. Com isso, a taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, subiu 0,5 pontos percentuais, passando de 5,7%, em março, para 6,2% em abril.  

Mulheres (6,4%), com idade superior a 35 anos (6,5%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (6,4%), tendem a ser mais inadimplentes, principalmente nos grupos com menor renda e maior dependência do mercado de trabalho.

Dos pesquisados, 77,2% afirmaram fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, “o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento”, diz pesquisa. Além disso, 13,5% disseram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos, e 9,3% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

Principais instrumentos de crédito:

Cartões de crédito (76,4%)
Financiamento bancário (15,2%)
Carnês e crediários (8,5%)
Empréstimos pessoais (6,5%)

O consumidor utilizou o crédito para a compra de:
Itens de alimentação (48%);
Eletroeletrônicos (39,4%);
Artigos de vestuário (36,5%);
Realização de despesas de educação e saúde (26,6%).
 
Fatores que mais contribuem para a inadimplência:
Falta de orçamento e controle dos gastos, (38,1%)
Compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, (29,7%)
Compras antecipadas, (28,8%)
Aumento dos gastos considerados essenciais, (28,2%)
Gastos imprevistos, (16,9)

Pesquisa Endividamento do Consumidor de Fortaleza

Este estudo é realizado mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local.

Quatro indicadores distintos são verificados nesta pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar.

Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização deste estudo.

Redação O POVO Online

 

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