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Indicadores apontam melhora da economia dos EUA

20:10 | 21/04/2014
As recentes divulgações de relatórios do governo e de empresas mostram que a economia dos Estados Unidos está emergindo do inverno rigoroso. Após um inverno com resultados negativos nos níveis de emprego e de consumo, a temperatura aumentou e a economia americana está recuperando seu ímpeto. As fábricas estão mais cheias e os consumidores estão gastando mais. Os empréstimos para negócios nos bancos também aumentaram e as companhias têm planos maiores de investir em instalações e em equipamentos.

Um índice baseado em diversos indicadores econômicos (incluindo emprego, confiança do consumidor, estoques e taxas de juros) avançou pelo terceiro mês consecutivo em março, de acordo com a Conference Board, associação de pesquisa de negócios. O ganho de 0,8% do índice, que está em 100,9, "sugere acelerado crescimento pelo restante da primavera e do verão", diz o economista do Conference Board Ken Goldstein.

Diversos economistas esperam que a economia cresça num ritmo anual de 3% ou mais de abril a junho, frente a uma estimativa de crescimento de 1,3% no primeiro trimestre do ano. As boas notícias deflagraram uma corrida em Wall Street na última semana. O S&P 500 acumula alta de 0,9% até agora no ano e está próximo do recorde histórico de fechamento de 1.890 pontos, alcançado em 2 de abril.

Além disso, a produção industrial subiu 0,5% em março, após baixa de 1,4% no mês anterior, de acordo com dados divulgados pelo Federal Reserve na última semana. Isso sugere que o setor de manufatura antecipou que a demanda por negócios e consumo iria crescer.

Em relação ao desemprego, relatórios semanais do governo mostram que a maioria dos desempregados está se preparando para crescimento mais forte nos próximos meses. A média móvel de pedidos feitos em quatro semanas - calculada para suavizar a volatilidade do dado - caiu 4.750, para 312 mil, na semana passada, marcando a menor média desde outubro de 2007, dois meses após o início da recessão.

O comércio também tem se recuperado. Compras em lojas como WalMart, Target e Macy's tiveram o maior crescimento em sete anos, de acordo com o Departamento do Comércio. As vendas no varejo subiram 1,1% no último mês, puxadas por carros e automóveis. Os consumidores correspondem a 70% da atividade econômica, o que os torna um fator-chave no crescimento geral.

Essa recuperação de cinco anos tem sido suprimida pelo fato de os consumidores não terem recebido ainda ganhos de salário para retornar aos níveis de consumo pré-crise. No entanto, as famílias têm reduzido suas dívidas. Os bancos têm descartado os maus pagadores e voltado a emprestar para as empresas.

No último trimestre, o porcentual de companhias que aumentou seus gastos em bens de capital foi o maior em mais de dois anos. Além disso, planos para aumentar o investimento estão crescendo acentuadamente, segundo pesquisa divulgada hoje pela Associação Nacional de Economistas Empresariais.

Um relatório sobre atividade econômica divulgado pelo Federal Reserve na última semana, conhecido como "Livro Bege", também mostrou resultados positivos. Dez dos doze distritos do Fed apresentaram melhora na economia. Apenas os distritos de Cleveland e St. Louis tiveram crescimento mais fraco.

O Fed tem reduzido seus esforços para ajudar a economia. Desde dezembro, o banco central americano vem reduzindo em US$ 10 bilhões a cada reunião o montante total de ativos que ele adquire por mês. As compras de bônus têm como objetivo manter as taxas de juros baixas, encorajando os empréstimos e os gastos.

Mesmo assim, a presidente do Fed, Janet Yellen, já afirmou que a economia precisa de mais ajuda. A recessão terminou há quase cinco anos, mas a taxa de desemprego continua alta - em 6,7% - e 3,7 milhões de americanos estão sem emprego há pelo menos seis meses. Com informações da Associated Press.

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