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Funcionários da Eletrobras ameaçam greve de 48H

17:40 | 02/04/2014
Funcionários da Eletrobras ameaçam fazer uma paralisação de 48 horas nos dias 24 e 25 de abril caso a companhia não assegure o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) este ano. A questão será definida em reunião da direção da companhia com o Conselho Nacional dos Eletricitários (CNE), que representa os empregados da empresa, marcada para o próximo dia 14.

"Se não tivermos a vontade da direção da Eletrobras de atender o nosso pleito, temos agendada uma paralisação nacional de 48h, de 0h do dia 24 à meia-noite do dia 25 de abril", declarou Emanuel Mendes Torres, diretor da Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel).

A Eletrobras informou que teve um prejuízo líquido de R$ 6,287 bilhões em 2013. Em 2012, o resultado também foi negativo, em R$ 6,879 bilhões. Os funcionários dizem que o caixa da estatal vem sendo prejudicado por decisões do governo e da direção da empresa - como o acordo de indenizações previstas na Medida Provisória (MP) 579, que estabeleceu as regras para a renovação das concessões que vencem entre 2015 e 2017 -, por isso os empregados não podem ser punidos.

"Todo ano os trabalhadores recebiam participação nos lucros, mas esse ano não vai ter. A Eletrobras não deu lucro, mas não é culpa dos trabalhadores. Temos metas a cumprir e entregamos todas essas metas cumpridas", argumentou Torres.

O pagamento de participação nos lucros é referente aos resultados verificados no ano anterior. Embora a estatal já tivesse registrado prejuízo em 2012, os funcionários conseguiram que a Eletrobras pagasse o PLR aos empregados no ano passado com base no princípio de cumprimento de metas.

O diretor da Aeel explicou que o pagamento de participação nos resultados prevê, tradicionalmente, o valor equivalente a duas folhas salariais do grupo para ser dividido entre todos os trabalhadores do Sistema Eletrobras em forma de PLR.

O pagamento do PLR é a única reivindicação dos trabalhadores da estatal este ano, cuja campanha salarial tem como data-base o mês de maio. "No ano passado, fizemos acordo para dois anos. Para esse ano, ficou acertado o reajuste salarial de acordo com a inflação do período, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor, do IBGE)", contou Torres.

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