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Fipe eleva projeção do IPC de abril de 0,50% para 0,52%

12:50 | 17/04/2014
O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Rafael Costa Lima, aumentou nesta quinta-feira, 17, de 0,50% para 0,52%, a projeção para a taxa de inflação de abril na cidade de São Paulo. Em entrevista, ele afirmou que a pequena modificação está ligada ao comportamento ainda resistente de alta nos preços do grupo Alimentação e também a uma esperada queda menos intensa do grupo Habitação no fim do mês.

Nesta quinta, a Fipe anunciou que o IPC apresentou taxa de 0,63% na segunda leitura de abril ante inflação de 0,73% na primeira quadrissemana do mês. O resultado veio colado à expectativa do instituto, que era de 0,62% e abaixo das previsões dos economistas do mercado financeiro, já que, conforme o levantamento do AE Projeções, eles esperavam taxa de 0,66% a 0,78%.

No período, o grupo Alimentação apresentou alta de 1,86% contra avanço anterior de 2,22%. A variação do grupo ficou idêntica à expectativa da Fipe e bem menor que as estimativas de boa parte do mercado, que ainda esperava a elevação no nível acima de 2%.

Costa Lima ressaltou, porém, que a sinalização dos preços do grupo para o restante do mês ainda é de resistência a uma desaceleração mais forte, tanto que a Fipe elevou a projeção para a Alimentação no fim de abril, de 1,09% para 1,11%. "O movimento ainda acontece de maneira suave", disse.

No período, o grande fator para a desaceleração da Alimentação foi a alta menor do subgrupo Produtos In Natura. Entre a primeira e a segunda quadrissemanas de abril, o avanço neste conjunto de preços passou de 5,40% para 1,02%, com comportamentos favoráveis vindos especialmente das frutas e dos legumes.

Em contrapartida, os subgrupos Industrializados e Semielaborados tiveram aceleração na alta. A do primeiro passou de 0,70% a 1,05% e a do segundo passou de 3,78% para 4,10%.

Quanto à Habitação, o grupo ainda é o que mais tem ajudado o IPC da Fipe, pois apresentou queda de 0,15% na segunda quadrissemana ante recuo de 0,13% na primeira leitura do mês, favorecido pelo comportamento de tarifas públicas. Para o fim de abril, a Fipe alterou a estimativa do grupo, de baixa de 0,11% para variação negativa de 0,03%, porque aguarda uma diminuição do alívio de tarifas, como a de energia elétrica, na capital paulista.

Outro grupo que chamou a atenção da Fipe na segunda quadrissemana de abril foi o de Despesas Pessoais, que subiu 0,89% ante 0,77% na primeira quadrissemana. Em função das pressões nos itens Viagens (Excursão), que avançou 1,89% na leitura divulgada hoje, e Passagem Aérea, que teve alta de 3,23%, o instituto aumentou a projeção do grupo para o fim do mês, de 0,65% para 0,83%.

Também a parte de Saúde, que apresentou elevação de 0,86% na segunda quadrissemana ante variação positiva de 0,57% na primeira medição, deve seguir como um fator de pressão para o IPC. Em função de impactos esperados não somente pelo reajuste recente nos preços do remédios, mas também por pressões geradas valores de planos de saúde, a Fipe projeta alta de 1,47% para o grupo como um todo.

Se a taxa de 0,52% aguardada pela Fipe para o IPC geral de abril for confirmada, será bem maior do que a inflação de 0,28% do mesmo mês de 2013. Para a terceira quadrissemana de abril de 2014, o instituto prevê taxa de 0,55%. "Ainda é uma inflação alta", classificou Costa Lima.

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