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Federação quer discutir a solvência no setor de seguros

13:20 | 23/04/2014
A Federação Interamericana de Empresas de Seguros (Fides), representada por 18 países da América Latina, Estados Unidos e Península Ibérica, quer fomentar o debate sobre solvência, microsseguro, apólices de baixo tíquete voltadas para a população de menor renda, e práticas de sustentabilidade no setor de seguros. Para isso, a entidade, que tem como objetivo estimular o desenvolvimento do mercado, criou três grupos de trabalho, segundo Marco Antonio Rossi, presidente da entidade e também da Confederação Nacional das Seguradoras (Cnseg) e da Bradesco Seguros.

A iniciativa, conforme ele, visa aproximar os debates existentes no mercado de seguros na América Latina e foi aprovada durante a primeira reunião do Conselho de Presidência da Fides, realizada na terça-feira, 22. O encontro aconteceu em paralelo com as assembleias que estarão sendo realizadas até a quinta-feira, 24, em Assunção, no Paraguai, e reúnem reguladores e supervisores de toda a América Latina.

Os temas dos três grupos estiveram no centro das discussões dos eventos, conforme Rossi. "Tivemos muitos debates relacionados à gestão e no intuito de encontrar melhores práticas no mercado de seguros a serem adotas nos mercados latinos. Queremos colocar a América Latina no posto de liderança no mundo", diz ele, em entrevista ao Broadcast, serviço de informações da Agência Estado.

Solvência

Sobre as regras de solvência, que obrigam as seguradoras a terem capital adicional para fazer frente às suas obrigações, ele diz que o Brasil caminha no ritmo adequado e segue em linha com os países desenvolvidos. O País conseguirá, inclusive, cumprir as exigências da regulação até 2016, quando termina o prazo para implementação plena do normativo.

Outro tema debatido durante a conferência, de acordo com o presidente da Fides, foi a fraude no seguro. No Brasil, conforme ele, estima-se que mais de 20% das indenizações pagas nos seguros de Automóvel correspondam a sinistros fraudulentos. O segmento responde por mais da metade das fraudes identificadas, de acordo com Rossi, devido à facilidade e ao fato de ser mais desenvolvido no Brasil. "Esse custo adicional reflete no preço que todos os segurados pagam e pode aumentar o preço médio em 11%", lembra ele.

Em relação ao momento da economia brasileira, o presidente da Fides avalia que o baixo crescimento do País e a inflação elevada impactam o crescimento do mercado seguros, mas a baixa penetração do setor sustenta "crescimento chinês" no Brasil. Este ano, a CNSeg estima que o setor de seguros, incluindo os segmentos de saúde, previdência privada e capitalização, tenha avanço de 15,6% ante 2013. "O baixo nível de desemprego e a melhor distribuição de renda contribuem para o crescimento an casa de dois dígitos", lembra Rossi.

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