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EUA: Fed volta a reduzir compras de bônus

15:50 | 30/04/2014
O Federal Reserve afirmou que reduzirá suas compras mensais de bônus em mais US$ 10 bilhões, para US$ 45 bilhões, conforme o esperado pelo mercado, e não alterou sua linguagem de diretriz futura para os juros. O banco central apontou ainda, no comunicado divulgado após sua reunião de política monetária, que a economia americana se recuperou recentemente após uma "forte" desaceleração provocada pelo inverno rigoroso do país no primeiro trimestre.

Com a decisão, o Fed passará a comprar mensalmente US$ 25 bilhões em Treasuries e US$ 20 bilhões em títulos lastreados a hipotecas (MBS, na sigla em inglês) - já tendo reduzido praticamente pela metade o seu programa de relaxamento quantitativo. Os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) reiteraram que a redução das compras de ativos deve continuar, desde que a economia evolua conforme o esperado.

Todos os nove membros do Fomc votaram a favor da decisão, na segunda decisão unânime do banco este ano. Normalmente, o comitê tem 12 membros, mas o conselho do banco central está com três vagas no momento.

O comunicado manteve a mesma linguagem apresentada na reunião passada referente ao momento do primeiro aumento de juros. O Fomc afirmou que pretende manter as taxas de juros próximas de zero "por um período considerável" após o fim das compras de bônus, mas não houve menção de um cronograma específico. Para decidir quando começar a elevar os juros, os membros do Fed vão avaliar "uma ampla série" de indicadores econômicos do mercado de trabalho e da inflação, segundo o comunicado.

O comunicado foi divulgado pouco depois de o Departamento do Comércio informar que o Produto Interno Bruto (PIB) americano cresceu somente 0,1% nos primeiros três meses do ano. Os membros do Fomc reconheceram que a desaceleração foi pior que a esperada ao dizerem que a atividade desacelerou fortemente. No comunicado anterior, eles citaram somente uma desaceleração.

Mesmo assim, o Fomc apontou sinais de recuperação na atividade econômica em março e abril, sugerindo que os membros do banco central não estão muito preocupados com a desaceleração. O comunicado destaca que os gastos das famílias estão "crescendo mais rapidamente", mas salienta que o investimento das empresas vem caindo. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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