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Alimentos puxaram alta do IPCA em março

09:30 | 09/04/2014
O aumento nos preços dos alimentos foi responsável por mais da metade da taxa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em março. O grupo Alimentação e Bebidas registrou um aumento de 1,92%, o equivalente a uma contribuição de 0,47 ponto porcentual ou 51% da variação de 0,92% do IPCA no mês, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

A estiagem prejudicou as lavouras, impulsionando o preço de produtos importantes na cesta básica do consumidor. O tomate ficou 32,85% mais caro no mês. A batata inglesa subiu 35,05%, o feijão carioca aumentou 11,81% e hortaliças e verduras tiveram elevação de 9,36%. Em fevereiro, o grupo Alimentação e bebidas havia registrado alta de 0,56%.

 

A inflação medida pelo IPCA em março, com alta de 0,92%, foi a maior registrada para o mês desde 2003, quando a variação ficou em 1,23%. Em março de 2013, o IPCA ficou em 0,47%. Como resultado, a taxa acumulada em 12 meses acelerou de 5,68% em fevereiro para 6,15% em março, aproximando-se mais do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%.

 

A média dos núcleos do IPCA desacelerou entre fevereiro e março, na contramão do indicador cheio apurado pelo IBGE, mostram cálculos enviados ao Broadcast, serviço de informações da Agência Estado, pela CM capital Markets.

 

De acordo com a CM Capital, a média dos núcleos atingiu 0,58%, depois de uma alta de 0,67%. A taxa veio exatamente como indicava a mediana da pesquisa do AE Projeções, cujo intervalo das expectativas ia de 0,52% a 0,65%.

 

Na abertura dos núcleos, o IPCA-EX, núcleo que exclui do cálculo geral os preços de alimentos com comportamentos mais voláteis e combustíveis, a CM Capital informou que também houve desaceleração. A taxa passou de 0,79% em fevereiro para 0,58%. O número veio um pouco abaixo da mediana do levantamento, de 0,59%, (previsões de 0,53% a 0,65%).

 

O IPCA-DP (Índice de Preços ao Consumidor Amplo - Dupla Ponderação), foi outro a apresentar alívio entre fevereiro e março, ao passar de 0,69% para 0,59%. O resultado ficou acima da mediana das estimativas, de 0,56%, e que foi obtida das previsões que eram de 0,52% a 0,65%.

 

Já o IPCA-MS, que é o tradicional núcleo de médias aparadas com suavização, acelerou, conforme a CM capital. A variação foi de 0,59% no terceiro mês do ano, depois de 0,51% em fevereiro. Neste caso também o número informado veio maior que a mediana, de 0,53% (estimativas de 0,48% a 0,60%).

 

As medidas de núcleos do IPCA são tradicionalmente calculadas pelas instituições do mercado financeiro logo que o IBGE divulga o indicador, uma vez que são acompanhadas de perto pelo Banco Central, que tem como um dos seus principais objetivos o cumprimento das metas de inflação. Os resultados encontrados podem variar ligeiramente de instituição para instituição, mas sempre indicam o caminho que os núcleos estão tomando, auxiliando o mercado e o próprio BC no monitoramento da inflação.

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