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Zimmermann: falta de licença obrigou o uso de térmicas

14:00 | 19/03/2014
O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, disse nesta quarta-feira, 19, que o sistema elétrico hoje conta com térmicas em sua base de forma permanente. Segundo ele, isso é necessário porque não é mais possível contar apenas com usinas hidrelétricas para o parque brasileiro.

"Não é só hidrelétrico porque não tivemos licença para todas. Os requisitos socioambientais da sociedade aumentaram e tivemos de expandir o sistema com eólicas e térmicas a carvão e gás. As térmicas vieram para participar desse mercado", afirmou, durante audiência pública na Comissão de Minas e Energia na Câmara dos Deputados. "A térmica participa no Brasil de forma estrutural. Não é quebra-galho."

Zimmermann negou que o governo tenha a intenção de mudar a forma de cálculo do preço da energia no mercado de curto prazo. Segundo ele, essa ideia não foi estudada "em nenhum momento". "Conversei com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e ele me disse que em nenhum momento isso foi conversado com ninguém do setor", afirmou.

O secretário afirmou que o governo optou por uma solução de mercado para resolver o problema da exposição involuntária das distribuidoras. "Não vamos quebrar contratos", acrescentou.

O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia também reiterou que o governo não subsidia as tarifas de energia elétrica. "Está sendo erradamente tratado como subsídio. Não demos subsídio, pelo contrário. Tiramos subsídios", afirmou.

Zimmermann disse que a conta de energia elétrica no País era uma das mais caras do mundo porque ela continha encargos que subsidiavam programas sociais, como o Luz para Todos. "Várias políticas importantes são responsabilidade da sociedade como um todo, e estavam sendo pagas pelo consumidor de energia. E esses encargos foram tirados da conta", afirmou. "O preço da energia tinha chegado a valores absurdos por causa dos encargos." Segundo o secretário, os R$ 9 bilhões reservados do Orçamento da União para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) servirão para pagar essas despesas.

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