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BC descarta especulação imobiliária com recursos do SFN

11:40 | 20/03/2014
O chefe de Unidade DENOR - Departamento de Regulação do Sistema Financeiro, Banco Central do Brasil, Sérgio Odilon, afirmou nesta quinta-feira, 20, que não há evidência de movimento de especulação em imóveis com recursos do sistema financeiro nacional no Brasil. "A maior parte dos brasileiros demanda imóveis para moradia própria, segmento no qual as taxas de inadimplência são ainda menores. Não é comum alavancagem com investimento imobiliário no Brasil", avaliou ele, em evento sobre crédito imobiliário, em São Paulo.

Para Odilon, a valorização dos imóveis é um ajuste dos preços da economia decorrente dos avanços sociais e econômicos que o Brasil teve. "Esses avanços permitiram a retomada do crédito imobiliário após anos de estagnação, que encontrou contingente de famílias beneficiadas pelas condições de renda e emprego", analisou.

O crédito imobiliário no Brasil tem crescido, conforme Odilon, devido a uma conjunção de fatores macroeconômicas favoráveis, expansão da oferta de recursos e o aprimoramento do marco legal. Segundo ele, as carteiras têm crescido de forma sustentável, com bom nível de garantia, baixa inadimplência. "O mercado de crédito imobiliário é pequeno em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. O alto nível de capitalização das instituições financeiras mitiga o risco de crise imobiliária e no sistema financeiro nacional", avaliou.

Os depósitos de poupança, de acordo com ele, vão continuar sustentando a demanda por crédito imobiliário no futuro próximo, entretanto, são necessárias alternativas de fontes como instrumentos de securitização e os covered bonds (letras financeiras imobiliárias emitidas por bancos). Segundo ele, o BC segue fiel, sempre monitorando o mercado com o objetivo de mitigar a ocorrência de crise semelhante às que assolaram outras economias num período recente.

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