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Confiança do consumidor cai novamente

Após recuar 2,1% em janeiro, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado pela FGV, cai 1,7 ponto percentual em fevereiro

11:13 | 24/02/2014

A confiança do consumidor caiu 1,7% no mês de fevereiro, após recuar 2,1% em janeiro também na comparação com o mês anterior. Os dados são ICC, na série com ajuste sazonal, divulgados nesta segunda-feira, 24, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).


Com o resultado, o desempenho do indicador, calculado dentro de uma escala de pontuação de até 200 pontos (quanto mais próximo de 200, maior o nível de confiança do consumidor), fechou em 107,1 pontos.

 

"O índice manteve-se abaixo da média histórica pelo décimo segundo mês consecutivo e atingiu o menor nível desde maio de 2009 (103,6 pontos)", informou a FGV, em nota oficial.

 

Cálculo do índice


O ICC é dividido em dois indicadores - o Índice de Situação Atual (ISA) e o Índice de Expectativa (IE). O ISA mostrou queda de 2,9%, ao passar de 115,6 para 112,3 pontos, o menor nível desde julho de 2013 (110,3 pontos).

 

No mês anterior, o ISA havia caído 2,1%. Já o IE caiu 1,0%, de 105,6 para 104,5 pontos. Em dezembro, o indicador havia recuado 2,6%.

 

O levantamento abrange amostra de mais de dois mil domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 31 de janeiro e 19 de fevereiro.


Sem confiança na economia do Brasil


O que mais pesou para a queda do ICC foi avaliação negativa dos consumidores sobre a economia, tanto na situação atual quanto no futuro. Essa deterioração foi de 1,7% em fevereiro frente a janeiro - a terceira queda consecutiva.


Em relação ao índice que mede a confiança dos consumidores na situação econômica, a queda foi de 3,8% em fevereiro (99,5 pontos). O nível é o mais baixo desde março de 2009 (95,9 pontos).


Neste mês, a proporção de consumidores que avaliam a situação econômica como ruim subiu de 35,7% para 41%. Em dezembro, essa parcela respondia por 33,8%.

 

Já a fatia dos que julgam a situação boa aumentou de 14,2% para 15,2%, mas ainda não recuperou o patamar de dezembro, que era de 15,6%. "O indicador-síntese do quesito (situação econômica) ficou em 74,2 pontos, o menor desde julho de 2013 (68,5)", informou a FGV, em nota.

 

A parcela de consumidores que projetam melhora diminuiu de 26,5% para 26,0%, enquanto a dos que preveem piora aumentou de 23,1% para 26,5% (esse porcentual era de 20,0% em dezembro).

Redação O POVO Online com informações da Agência Estado

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