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Com quebra de safra, cidade paulista decreta emergência

17:10 | 13/02/2014
A prefeitura de Itaberá, município do sudoeste paulista, decretou situação de emergência nesta quinta-feira, 13, em razão das perdas na agricultura causadas pela seca. Sem chuvas há mais de 40 dias, a safra de grãos como soja e milho teve quebra de até 80% na produção. De acordo com o prefeito José Benedito Garcia (DEM), a agricultura é base da economia do município e há risco de demissão em massa. O decreto foi encaminhado ao Governo do Estado para homologação.

Outras cidades agrícolas da região, como Itaporanga, Riversul e Itararé, já anunciaram que irão tomar medida semelhante. A safra da soja é a mais atingida. Dos 29,9 milhões de sacas de 60 quilos que seriam colhidas, a produção não deve chegar a 10 milhões. De acordo com o engenheiro agrônomo e produtor Ricardo Cunha, as melhores áreas estão produzindo um terço do esperado. "Onde tínhamos previsão de colher 60 sacas por hectare, estamos colhendo em torno de 20 sacas", disse.

Além da falta de chuvas, o calor dizimou as lavouras, segundo ele. "Tivemos mínima de 24 graus e máxima de 40, o mesmo clima da Bahia", comparou. Os agricultores querem prorrogar o prazo do financiamento das lavouras e adiar para a próxima safra a entrega das vendas antecipadas do grão.

As perdas se estendem às lavouras de milho, sorgo e feijão. Produtores familiares também estão sendo fortemente afetados pela estiagem, segundo a prefeitura de Itaberá. Vários assentamentos rurais ficaram sem água para irrigação de hortas e pomares. Os pastos secaram e a produção de leite despencou.

A prefeitura prevê a necessidade de criar frentes de trabalho para absorver os trabalhadores rurais. Em Itararé, a estiagem causou migração da praga da lagarta helicoverpa armigera das lavouras de soja para as plantações de verduras e legumes dos agricultores familiares. De acordo com o secretário de Agricultura, José Roberto Cogo, houve ainda uma infestação da praga conhecida como mosca branca, transmitindo virose para as plantas. Os prejuízos chegam a 100%. No município, além da falta de chuvas, a temperatura registra a maior média dos últimos 70 anos e açudes e minas de água estão praticamente secos.

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