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Redução no compulsório em 2012 é a maior desde 1999

16:07 | 11/01/2013
O Banco Central (BC) promoveu em 2012 a maior redução porcentual nos depósitos compulsórios desde 1999. Considerado um dos principais seguros do País contra crises de falta de liquidez, o compulsório caiu de R$ 448,542 bilhões em dezembro de 2011 para R$ 348,514 bilhões no fim do ano passado, uma redução de 22%. Em termos nominais, a queda de R$ 100,028 bilhões é a maior da série histórica iniciada em 1994 pelo BC.

Compulsórios são recolhimentos que os bancos precisam fazer ao BC sobre os recursos depositados, uma forma que o governo tem para regular a quantidade de dinheiro em circulação na economia. Em setembro, quando foram anunciadas mudanças para liberar uma parcela de R$ 30 bilhões desses recursos, o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, afirmou que a medida tinha como objetivo diminuir os custos da intermediação financeira, com impacto nas taxas de juros, melhorar a distribuição de liquidez entre os bancos e trazer o compulsório para níveis mais próximos dos padrões internacionais.

O recolhimento sobre recursos a prazo foi o que mais caiu em 2012 (-51%), principalmente em função das novas regras que ampliaram a dedução para grandes bancos que compram ativos de instituições menores, como carteiras de crédito. Uma dessas mudanças, aliás, foi anunciada no dia em que o BC liquidou os bancos Cruzeiro do Sul e Prosper. O saldo na modalidade caiu de R$ 130,617 bilhões, para R$ 64,601 bilhões, entre o fim de 2011 e 2012. O saldo da exigibilidade adicional recuou 29% na mesma comparação, de R$ 157,686 bilhões para R$ 111,650 bilhões.

No ano passado, o BC reduziu a alíquota do adicional sobre depósitos a prazo, de 12% para 11%, e extinguiu o adicional de 6% que os bancos tinham de recolher sobre seus depósitos à vista. Os números do BC mostram ainda que o recolhimento sobre recursos à vista, que também passou por mudanças, caiu 4%, de R$ 79,526 bilhões para R$ 76,695 bilhões. Os depósitos compulsórios sobre poupança, por outro lado, cresceram 18%, de R$ 80,713 bilhões para R$ 95,569 bilhões.

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