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Defasagem na tabela do IRPF alcança 66,4%

12:56 | 22/01/2013
A defasagem na tabela do Imposto de Renda de Pessoa Física está em 66,4%. A constatação é de estudo elaborado pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco Nacional), com base em informações da Receita Federal e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa considera o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice que mede a inflação oficial, que fechou 2012 em 5,84%. No estudo do Sindifisco Nacional, o percentual de 66,4% foi obtido confrontando-se o IPCA acumulado de 1996 a 2012 (189,54%) com a correção na tabela no mesmo período (73,95%). Aplicando-se uma série de cálculos, se obteve a perda ao longo de quase duas décadas.

O reajuste da tabela do IRPF para este ano é de 4,5% - conforme a Lei 14.469, que estabeleceu o índice para os anos-base de 2011 a 2014. Desta forma, a faixa de isenção para o recolhimento pula de R$ 1.637,11 ano passado para R$ 1.710,78 em 2013.
Porém, se a tabela não estivesse sendo corrigida, desde 1996, sempre abaixo da inflação oficial, a faixa de isenção estaria em R$ 2.784,81.

“O Sindifisco está oferecendo à sociedade, com este estudo, um esclarecimento para aquilo que incide sobre o contribuinte. É uma forma de dar uma opção ao cidadão, para que pressione seus representantes e cobre deles uma alteração na política de tributação. Afinal, trata-se de uma questão para a qual não há transparência”, observa Luiz Antônio Benedito, Diretor de Estudos Técnicos do Sindifisco Nacional.

Benedito ressalta que com o IPCA em 5,84% e reajustes salariais que ultrapassam os 8%, muitos contribuintes passam a descontar IRPF – ou mudam de faixa de alíquota, e com isso pagam mais – pelo simples fato de terem melhorado seus ganhos nas datas-base.

Redação O POVO Online

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