PUBLICIDADE
Notícias

57,4% dos consumidores fortalezenses possuem algum tipo de dívida

O resultado está 2,9 pontos percentuais abaixo do verificado em dezembro (60,3%) e é o menor nível observado nos últimos 13 meses

14:47 | 23/01/2013
Um percentual de 57,4% dos consumidores de Fortaleza possuem algum tipo de dívida no mês de janeiro. O indicativo é da Pesquisa do Perfil de Endividamento do Consumidor de Fortaleza realizada pelo Instituo de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC). O resultado é o menor observado nos últimos 13 meses e está 2,9 pontos percentuais abaixo do verificado em dezembro (60,3%).

Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 84,3% dos entrevistados; empréstimos pessoais, com 9,7%; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 9,1%; e carnês e crediários, com 8,3% das respostas.

De acordo com a pesquisa, a ampla oferta de financiamento tem modificado o perfil do endividamento do consumidor de Fortaleza, cujas dívidas, em 75% dos casos possuem prazos inferiores a 1 ano. Esse resulta se explica, segundo o estudo, pelo padrão de consumo, limitado pela baixa renda do consumidor local.

Já a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para quitarem duas dívidas teve crescimento de 0,4 pontos percentuais, ficando em 5,6% em janeiro. O consumidor masculino (6,5%) é apontado pelo levantamento como o mais inadimplente e se concentra nas pessoas com idade entre 25 e 34 anos (8,9%).

A falta de planejamento orçamentário ainda é apresentado na pesquisa como um problema ao controle do endividamento. Dentre os fatores que mais contribuem para esse problema estão: a falta de orçamento e controle dos gastos, com 39,7%; as compras por impulso, sem necessidade ou além do necessário, com 33,7%; as compras antecipadas, com 27,6%; e o aumento dos gastos considerados essenciais, com 21,1% das respostas.

Consumo
Ainda de acordo com o IPDC-CE, o consumidor cearense possui pretensão de compra de 43,7% durante o mês de janeiro. Considerado positivo, o resultado supera o índice de 2012, que foi de 39,8%. De acordo com a pesquisa, as compras deste período são estimuladas pelas liquidações de estoque e pela compra de material escolar.

Com valor médio das compras projetado para R$ 318, 56, dentre os produtos mais procurados estão os televisores (citados por 19,6% dos entrevistados); móveis e artigos para decoração (12,2%). O público masculino também possui maior disposição de gastos (R$ 336,93), segundo o levantamento.

Redação O POVO Online

TAGS