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Caldo de cana em caixinha: irmãs inovam e conquistam "mercado da saudade''

Ana Carolina e Ana Maria, empreendedoras da Acana, têm como foco brasileiros que moram no exterior e buscam por produtos de sua terra natal

15:46 | 04/03/2016
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As irmãs Ana Carolina e Ana Maria tiveram uma ideia em criar uma marca que vende caldo de cana no exterior. Acana foi lançada em setembro do ano passado e teve como destino países como o Japão. As empreendedoras esperam ter um faturamento neste ano de R$ 5 milhões. “Percebemos que a água de coco já estava na caixinha, e o açaí também. Fizemos uma pesquisa e vimos que havia um mercado para o caldo se industrializar”, contou Ana Carolina à revista Exame.
 
De acordo com Ana Carolina, a ideia do negócio surgiu durante um almoço de família. Ela conta que possui uma fazenda em São Carlos que é utilizada para plantação de cana desde 1950, demonstrando a relação familiar com a matéria-prima.
 
As irmãs passaram dois anos estudando e desenvolvendo o produto para garantir a qualidade do caldo. “O nosso caldo não tem conservantes ou outros produtos químicos. É só caldo mesmo. Com a diferença de que você não corre o risco de passar mal depois, como às vezes acontece na feira, já que o nosso é produzido num processo industrial”, explicou Ana Carolina à Exame.
 
A partir dessa etapa, as empreendedoras investiram na implantação da fábrica em uma fazenda de plantação de cana de açúcar pertencente à família, localizada em São Carlos. Segundo as sócias, a proximidade da plantação com a fábrica permite a trituração logo após a colheita, procedimento ideal para assegurar a durabilidade do produto na embalagem.
 
O objetivo do negócio é atingir o “mercado da saudade”- clientes brasileiros que vivem no exterior e têm a necessidade de consumir produtos da sua terra natal. Mas despertou a atenção em redes de supermercados no País. “Já estamos nas prateleiras de redes como Carrefour, Walmart, St Marche e Zaffari e estamos negociando com o Pão de Açúcar”, comemorou Ana Carolina.
 
Os planos para 2016 é comercializar o caldo para lojas no Rio de Janeiro por conta das Olimpíadas.  Até o momento, exportaram o produto para o Japão e Canadá.  As sócias estão em negociação para vender o caldo de cana para os Estados Unidos. A expectativa de lucro é faturar R$ 5 milhões até o fim deste fim de ano.
Redação O POVO Online 
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