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Ursinho Pooh é vetado na Polônia por "sexualidade duvidosa"

A discussão iniciou-se pelo fato do personagem infantil não usar calças

08:50 | 24/11/2014
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O popular personagem infantil Ursinho Pooh foi vetado por autoridades da cidade Tuszyn, na Polônia, por ser considerado "interssexual", com "sexualidade duvidosa" e por "não se vestir adequadamente".

 Toda a polêmica surgiu após um membro da prefeitura propor dar o nome de Pooh a uma área de lazer para crianças. A ideia foi rebatida por vários vereadores e pelo próprio prefeito da cidade.

 "O problema com esse urso é que ele não tem um guarda-roupa completo. Essa nudez parcial é totalmente inapropriada para crianças", afirmou o prefeito de Tuszyn, Ryszard Cichy, de 46 anos, em uma conversa que foi gravada por um dos vereadores, que depois a passou para a imprensa local.

 Para rebater a ideia, o prefeito sugeriu outro urso, presente nas histórias infantis polonesas que "esteja vestido dos pés à cabeça, e não só com uma camiseta (como o Ursinho Pooh)".

 A gravação ainda mostra que um dos funcionários uniu-se à discussão e assegurou que Pooh "não usa cuecas porque não tem sexo, possivelmente é interssexual".

 Já Hanna Jachimska, outra vereadora presente na discussão, foi além e criticou seu criador, o britânico Alan Milne.

 "Eu acredito que o autor tinha um problema com sua identidade sexual", disse a vereadora entre risos dos outros participantes da conversa.

[SAIBAMAIS2] Apesar do intenso debate, o nome para o parque infantil não foi decidido. Este caso lembra outro que também aconteceu na Polônia, em 2007, quando a então defensora de menores, Ewa Sowinska, pediu a um grupo de psicólogos que analisasse se os Teletubbies, também personagens populares de uma série infantil, apresentavam algum indício de homossexualidade.

Quem levantou as suspeitas da funcionária foi o personagem Tinky Winky, o boneco de cor roxa, que motivou um estudo completo sobre o comportamento dos Teletubbies.

"Me dei conta que Tinky Winky carregava uma bolsa, mas não sabia que era um menino", declarou então Sowinska à revista "Wprost", onde mostrou seu temor a que estes personagens infantis escondessem "um nexo homossexual oculto".

Redação O POVO Online
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