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Deficientes visuais têm mais pesadelos do que pessoas com visão normal

Estudo aponta que a ocorrência de pesadelos é maior em pessoas que já nasceram cegas

15:54 | 14/10/2014
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De acordo com estudo dinamarquês recentemente publicado na revista “Sleep Medicine”, as pessoas que nascem cegas tem quatro vezes mais pesadelos do que as pessoas com visão normal ou que ficaram cegas no decorrer dos anos.

O estudo mostra que média de 25% dos sonhos vividos por indivíduos que já nasceram cegos são pesadelos. O percentual de pesadelos cai para 6% quando relacionados aos sonhos de pessoas com visão intacta.

"O estudo confirma uma hipótese já existente de que os pesadelos das pessoas são associados com emoções que experimentam durante a vigília. E as pessoas cegas aparentemente experimentam situações mais ameaçadoras ou perigosas durante o dia do que as pessoas com visão normal", afirma Amani Meaidi, autor principal do estudo.

Teste

Uma equipe de cientistas da Universidade de Copenhague e Glostrup Hospital acompanhou, durante quatro semanas, 11 indivíduos que nasceram cegos, 14 que se tornaram cegos mais tarde e 25 com a visão normal. Os cientistas pediram que todos tomasse nota de todos os sonhos diariamente.

O resultado do monitoramento apontou que aqueles que nascem cegos não têm sonhos com conteúdo visual e 25% dos seus sonhos eram pesadelos.

As pessoas que perderam a visão posteriormente, por sua vez, têm pesadelos em 7% do tempo e podem apresentar conteúdo visual em seus sonhos, que se torna escasso proporcionalmente ao tempo em que estão sem a visão.

As pessoas com vista intacta apresentam sonhos baseados em imagens e têm pesadelos em apenas 6% do tempo.

"O estudo também aponta que a entrada sensorial e as experiências que temos quando estamos acordados são decisivas quando se trata do que sonhamos. Então, as pessoas sem estímulos sensoriais visuais sonham com uma extensão muito maior de sons, sabores, cheiros e contato. O melhor palpite é que os sonhos são uma maneira de limpar a lousa. Nossas emoções nos ajudam a avaliar o que vale a pena lembrar e o que não vale", complementou Meaidi.

Redação O POVO Online

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