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Casais que se veem como almas gêmeas sofrem mais, aponta pesquisa

Professores de psicologia social pediram que casais respondessem questionário sobre duas abordagens de relacionamento: ''amor é uma jornada'' e ''almas gêmeas''

21:39 | 29/07/2014

Quem acredita que o amor é uma jornada tem chances de viver um relacionamento longo melhor do que àqueles que acreditam em alma gêmea ou cara metade. Pelos menos é o que aponta o estudo publicado na Journal of Experimental Social Psychology, volume 54, que corresponde ao mês de setembro deste ano.

Os professores de psicologia social Spike W.S. Lee e Norbet Schwars investigaram casais que vivem relacionamentos sérios há muito tempo e perceberam que os que acreditam em ''cara metade'' se desgastam mais. "Nossa pesquisa revela que pessoas que implicitamente veem relacionamentos como uma perfeita união entre duas almas tendem a ter relacionamentos piores do que as que pensam em um relacionamento como uma jornada de aprendizado e conhecimento'',  disse à Slate o professor Spike W.S. Lee.

Na análise, foram apresentados questionários com frases em que os relacionamentos eram interpretados como ''almas gêmeas'' ou ''o amor é uma jornada, veja até onde chegamos''. Quem leva o amor como alma gêmea tende a mostrar insatisfação com os parceiros durante as crises, pois acredita que a metade deveria completá-lo perfeitamente. No caso do ''amor é uma jornada'', há o entendimento de que as brigas fazem parte da vida do casal.

As duas abordagens, conforme os professores, foram escolhidas por serem as mais comuns. "Aparentemente, diferentes formas de pensar e falar de amor lavam a diferentes formas de avaliá-lo”, pontua Spike W.S. Lee.

Serviço <br>Pesquisa pode ser acessada no link

Redação O POVO Online

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