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Corpo de menino desaparecido há quase 24 horas é encontrado dentro de caixa d'água em Tabuleiro do Norte

Um inquérito sobre o caso foi aberto na delegacia municipal da cidade, e a Polícia aguarda o resultado da Perícia sobre as causas da morte. A criança estava desaparecida desde as 16 horas dessa segunda-feira

12:09 | 07/12/2016

O corpo do menino Francisco Daniel Ramos Ribeiro, 9, desaparecido há quase 24 horas, foi encontrado na tarde dessa terça-feira, 6, dentro de uma caixa d'água, em Tabuleiro do Norte. As causas da morte ainda estão sendo investigadas, conforme a Polícia Civil da cidade.

A criança estava sendo procurada por familiares, que só comunicaram o desaparecimento à Polícia por volta das 12 horas dessa terça. As buscas foram iniciadas e, por volta das 15h30min, os policiais foram acionados por populares sobre o achado do corpo, em uma cisterna no terreno ao lado da casa da família de Francisco Daniel.

De acordo com o delegado Gutemberg Moreira, titular da Delegacia Municipal de Tabuleiro do Norte, o terreno não possuía moradores. Ao lado da caixa d'água também foi encontrada uma cadeira, que seria da própria casa da família. "A caixa estava sem tampa, e o pai da criança disse que a cadeira era deles. Esperamos o laudo da Perícia para ver se ele morreu por afogamento, se houve alguma pancada", detalha.

O menino morava em casa com os pais, dois irmãos mais velhos e dois sobrinhos, filhos da irmã mais velha. No momento do desaparecimento, os pais e o irmão estavam trabalhando, e a irmã estava dormindo. "Ouvimos algumas pessoas informalmente, mas os familiares e vizinhos serão chamados nesta semana para prestar esclarecimentos. No momento, o corpo ainda não foi liberado e respeitamos o momento [de luto] da família", afirma.

Segundo o delegado, o desaparecimento gerou comoção na região, e vários populares começaram a ajudar nas buscas, na tarde dessa terça. “Alguém acabou vendo a cadeira e achou o corpo. A família é bastante humilde, não tem nenhuma estrutura financeira”.

Transtornos psicológicos
A família contou à Polícia que a criança possuía transtornos psicológicos, que não foram detalhados. "Por causa dos distúrbios, a criança costumava jogar pedras na vizinhança e deixava muita gente com raiva", explicou o delegado Gutemberg Moreira.

A Polícia Civil não descarta a possibilidades de homicídio, ainda segundo Gutemberg. "Era muito alto pra uma criança de 9 anos subir sozinha. Ficamos com o pé atrás e investigamos se foi realmente um acidente ou um crime premeditado", completa.

O Corpo de Bombeiros e a Perícia Forense foram acionados para o local e realizaram os primeiros levantamentos.

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