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Ceará
Santana do Acaraú

Prefeito acusado de matar ex-funcionário reassume a Prefeitura

Raimundo Marcelo Arcanjo (MDB) foi preso em 4 de setembro, após seis dias foragido, quando confessou a autoria da ação aos policiais do Departamento de Política do Interior (DPI)

14:02 | 05/11/2018
Marcelo Arcanjo é policial federal aposentado (Foto: Reprodução/ Facebook)
 
Suspeito de ter assassinado um ex-funcionário no último dia 29 de agosto, o prefeito de Santana do Acaraú reassumiu a Prefeitura nesta segunda-feira, 5. Raimundo Marcelo Arcanjo (MDB) foi preso em 4 de setembro, após seis dias foragido, quando confessou a autoria da ação aos policiais do Departamento de Política do Interior (DPI). À época, ele chegou a ficar detido. As informações foram confirmadas por Paulo Costa, identificado como chefe de gabinete da Prefeitura. 
 
Conforme O POVO Online apurou, o suspeito do crime retorna às atividades do Município normalmente, já que não há condenação e ele havia pedido apenas licença da gestão para resolver problemas pessoais. Questionado sobre o andamento do processo, Costa informou que "os advogados" estão cuidando do caso, mas se recusou a passar contato deles para a reportagem. 

Marcelo Arcanjo é acusado pela morte de Augusto César do Nascimento. A vítima era ex-funcionária da Prefeitura e teria sido exonerada meses antes do crime. No depoimento, Marcelo Arcanjo disse que foi à casa do ex-motorista do Município para conversar. Ele estaria querendo tomar satisfação por causa de boatos supostamente espalhados por César afirmando que a esposa de Marcelo estaria recebendo propina. 

Após ser demitido, em novembro, César teria se tornado crítico da gestão de Marcelo, o que a família da vítima aponta como motivação do crime. O prefeito contou que ao encontrar com César foi logo agredido e atirou para se defender. Por ser policial federal aposentado, Marcelo tem porte de arma.

A versão vai de encontro ao afirmado por familiares de César que presenciaram o episódio, ocorrido por volta das 18h40min do dia 29. Segundo eles, Marcelo aparentava estar bêbado e atirou na vítima ao fazer um movimento de abraço, sem nenhuma discussão. À Polícia, o prefeito negou estar alcoolizado. Teria tomado duas doses de uísque no almoço. 
 
Redação O POVO Online