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Protesto por corte de auxílio a novos estudantes estrangeiros termina em tumulto

Estrangeiros que participarão de novo edital de seleção não poderão pleitear auxílio à moradia e à alimentação, o que inviabilizaria a permanência deles na Unilab. O tumulto começou com a saída do reitor do prédio

19:03 | 07/07/2017
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Um protesto de estudantes da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) aconteceu até o início da noite desta  sexta-feira, 7, no Campus da Liberdade, em Redenção, a 55 km de Fortaleza. Com início pacífico, a manifestação tumultuou com a tentativa de saída do reitor Anastácio de Queiroz do prédio. Policiais foram chamados ao local.

Os alunos reclamam da decisão da Reitoria de retirar a possibilidade de novos alunos estrangeiros de pleitear por assistências estudantis de moradia e alimentação - algo em torno de R$ 530 por aluno. A decisão foi publicada como aditivo que modifica o edital de seleção de novos alunos estrangeiros. O auxílio é tido pelo alunos de países africanos como Guiné-Bissau, Cabo Verde e Moçambique como de fundamental importância para a permanência deles no País.

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Com início às 16h, o protesto terminou há pouco. Conforme o estudante Erineudo Luis de Lima, 39, representante do Centro Acadêmico de Humanidades, uma comissão de alunos se reunia no saguão do campus e se encaminhava para a Reitoria , quando o reitor saiu do prédio. Em vídeo, estudantes, ao redor de um carro branco em que o reitor estaria, gritam palavras de ordem e “Altera”, em alusão ao pedido de que o reitor modifique o aditivo e retorne com o auxílio. A polícia teria sido chamada, segundo Erineudo, para dispersar os estudantes.

 

Por e-mail, assessoria de Comunicação da Unilab informou que "apesar de a universidade ter suspendido os auxílios para os próximos ingressantes, todos os estudantes ainda podem concorrer às diversas bolsas de pesquisa, monitoria e extensão".

 

O POVO solicitou para secretária do gabinete da Reitoria entrevista ou posicionamento do reitor. Não houve retorno. A reportagem ainda ligou para o telefone pessoal do reitor Anastácio, mas as ligações não foram atendidas.

 

 

Redação O POVO Online

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