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Suspeitos de chacina de Maranguape têm envolvimento em outros 9 homicídios, diz Polícia

Os homens foram presos no sábado, 20, após cometerem mais três assassinatos em dois dias

14:15 | 22/01/2018
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Seis suspeitos de envolvimento na chacina da Serra de Maranguape foram presos. Dentre os homens, cinco são adultos e um é adolescente. Quatro deles foram presos em buscas feitas na semana passada, nos dias 10 e 11 de janeiro. A operação realizada pela polícia neste fim de semana prendeu Robson Fernandes de Lima, de 19 anos, e Leandro Barbosa Maciel, de 24 anos. Ambos confessaram ter cometido um homicídio na quinta-feira, 18, e um duplo assassinato na sexta-feira, 19. Eles também são suspeitos de mais seis homicídios desde o fim de 2017. As buscas por mais criminosos ligados à chacina continua.


Apesar dos suspeitos não terem assumido as mortes da chacina, o delegado Francisco Braúna afirma que não há dúvida do envolvimento. Além de testemunhas que ajudaram a identificar os indivíduos, vídeos postados nas redes sociais do momento do crime servirão como prova para a polícia. O titular da Delegacia Metropolitana de Maranguape relatou também que foram apreendidas cinco armas compatíveis com as utilizadas no crime, bem como munição e drogas.


De acordo com Braúna, Robson e o adolescente são os principais relacionados com a chacina. Além deles, Lucas Natanael da Silva, de 24 anos, Gustavo dos Santos Araújo, de 19 anos, e Ronis da Silva Brasil, de 29 anos, foram presos poucos dias antes. Todos os seis suspeitos já respondiam por crimes como tráfico de drogas, porte ilegal de armas e homicídio.


Um outro homem está foragido desde a prisão de Leandro e Robson. Os três estavam em uma casa em Vassouras, distrito de Maranguape, quando foram surpreendidos pela polícia. O suspeito teria fugido pela mata do local portanto a pistola .40 que foi utilizada na chacina.

 

A motivação dos crimes, segundo o delegado, é proveniente da disputa de territórios entre as facções. As buscas por mais criminosos envolvidos na chacina continuam, pois a polícia estima que a quadrilha era composta por pelo menos 13 pessoas. Ainda tentando entender as origens do crime, os responsáveis pela investigação irão utilizar o número de registro das armas apreendidas para tentar traçar o caminho delas até os criminosos.

 

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