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Falso "Minivulcão" de Maranguape estava dentro do sítio de entidade de preservação ambiental

Por ano, cerca de mil pessoas visitam o sítio, com mais de 100 espécies nativas catalogadas, como Andiroba, Pau D'Arco, Gameleira e Pau-Brasil. Local recebe estudantes e turistas para trabalho de conscientização sobre preservação da Mata-Atlântica

20:50 | 23/03/2017
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Por trás da história do "minivulcão" de Maranguape - que na verdade era uma reação eletrofísica gerada por corrente elétrica em contato com água -, a Fundação Mata-Atlântica Cearense realiza trabalho de proteção ambiental. A entidade atua em 52 municípios do Estado para a defesa de ecossistemas associados à Mata-Atlântica: manguezais, restinga e enclaves florestais.

O jato de água e vapor quente foi registrado a um metro da sede da Fundação, na estrada da Pirapora, na Serra de Maranguape. A região é de enclave florestal, um dos ecossistemas reconhecidos pela lei da Mata-Atlântica, de acordo com o presidente da Fundação, Ednaldo Vieira.

"Aqui no Ceará, a mata atlântica existe através desses ecossistemas associados, e não como mata contínua, aquela que existe do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul", explica Ednaldo.

O sítio funciona como "escola de alfabetização ambiental" e recebe estudantes e turistas. "Nós temos um ritual de receber as pessoas aqui para elas conhecerem os viveiros e a importância do cultivo das espécies nativas", detalha o presidente da Fundação.

Por ano, cerca de mil pessoas visitam o sítio, com mais de 100 espécies nativas catalogadas, como Andiroba, Pau D’Arco, Gameleira e Pau-Brasil, por exemplo. A Fundação também alerta a população sobre a relação da mata-atlântica com os recursos hídricos. "A floresta é grande produtora de água, além do sequestro do carbono. Nossos principais rios, por exemplo, nascem em enclaves florestas: o rio Ceará nasce na serra de Maranguape, o Cocó na serra de Pacatuba, e o Pacoti na serra de Baturité", destaca Ednaldo.

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